N.Y. finalizou a quinta-feira registrando valorização, a posição março oscilou entre a mínima de -0,20 e máxima de +2,00...

Agronegócio

N.Y. finalizou a quinta-feira registrando valorização, a posição março oscilou entre a mínima de -0,20 e máxima de +2,00...

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N.Y. finalizou a quinta-feira registrando valorização, a posição março oscilou entre a mínima de -0,20 e máxima de +2,00 pontos, fechando com -1,75 pts.

O dólar finalizou a quinta-feira com queda de 0,39%. No período da tarde, segundo um operador, o aumento do apetite por risco no exterior colaborou de certa forma para que, no ambiente interno, o fluxo de recursos ficasse positivo, uma vez que de manhã predominou o fluxo negativo. O saldo comercial da China e as declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, favoreceram índices acionários e colaboraram para o recuo do dólar.

A exportação brasileira de café apresentou queda de 15,6% em 2012, para 28,28 milhões de sacas, em comparação com 33,51 milhões de sacas em 2011. A receita cambial teve queda de 27,1%, de US$ 8,721 bilhões para US$ 6,353 bilhões no período. Os dados foram anunciados hoje pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O diretor-geral do Cecafé, Guilherme Braga, informa em comunicado que a queda apresentada no volume das exportações pode ser justificada, em grande parte, pelas chuvas nas regiões produtoras, que acabaram atrasando a colheita, assim como o preparo e o ingresso na comercialização do produto. "Essa redução no volume acabou impactando a receita, que também sofreu com a queda nas cotações refletidas nas varia&ccedi l;ões do preço médio", comenta Braga.

Apesar disso, o executivo considera que o mês de dezembro se encontrou muito próximo da normalidade quanto ao volume, que ficou em 2.895.766 sacas (menos 3,8% ante dezembro de 2011). Da mesma forma, ele destaca que a queda de 28,6% em receita, apurada em US$ 589,491 milhões, foi influenciada por um volume menor e pela queda nos preços. Em relação aos cafés diferenciados, de melhor qualidade, Braga comenta que "em 2012, as exportações deste tipo de produto tiveram uma participação de 17% no total embarcado. Este número em anos anteriores girava em torno de 20% a 25% e, igualmente, sofreu uma redução em razão das chuvas nas regiões produtoras, que acabaram afetando a qualidade do café".

O consumo de café no Brasil em 2013 deve manter o ritmo de crescimento de 2012, quando a taxa alcançou entre 3,5% a 3,7%, conforme dados preliminares da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), totalizando perto de 20 milhões de sacas. A indústria projeta aumento de 3,5% em 2013, alcançando 21 milhões de sacas. Entre outros estímulos, o café continua soberano nos lares, ainda mais agora, com os brasileiros aderindo aos poucos à moda de máquinas de uma única dose. Fora de casa, indústrias e cafeterias apostam em sofisticação, oferecendo grãos de maior valor agregado.

"Uma tendência que parece irreversível é que o mundo aprende a tomar café em máquinas de dose única, seja ele `espresso` ou filtrado", diz o diretor executivo da Abic, Nathan Herszkowicz. No Brasil já são cerca de 870 mil unidades nos lares, volume que praticamente dobrou em comparação com as cerca de 450 mil máquinas há um ano, conforme pesquisa da Kantar Worldpanel, encomendada pela Abic. A diversidade de marcas acirrou a concorrência e quem saiu ganhando foi o consumidor, que viu cair os preços dessas máquinas. A Starbucks é responsável pelo lance mais recente, com o lançamento do seu sistema de xícara única, o Verismo. Na Europa, empresas já produzem cápsulas `genéricas`, compatíveis com as máquinas Nespresso, da Nestlé. Isso acabou desatando o nó que amarrava cada marca c om seu próprio tipo de sachê de café para dose única.

As pequenas indústrias torrefadoras também entenderam que é difícil se estabelecer no mercado sem qualidade. Anualmente, a Abic premia as melhores empresas, incentivando a diferenciação da concorrência, em qualidade e preço. Na categoria gourmet, das cinco marcas premiadas, quatro são pequenas empresas, que "estão se reposicionando no mercado", diz Nathan.

A pesquisa da Kantar considera que novos tipos de bebida, principalmente as consumidas no café da manhã, são ameaça ao crescimento do café. Com a melhora da renda, a mesa do brasileiro ficou mais farta. São novos sabores, como leite à base de soja, sucos e chás. "A Kantar vê como ameaça (novas bebidas concorrentes), mas a verdade é que o consumidor não substitui o café. Por isso, é altíssimo o índice de penetração do café, que alcança 95% dos lares brasileiros", explica ele.

Para 2013, a expectativa é positiva. "O segmento de cafeterias deve continuar crescendo, o preço do café caiu e a indústria torrefadora está estimulada a melhorar a gestão", enumera Nathan. Mais: depois de 2011 muito difícil, principalmente por causa da explosão das cotações do café, em 2012 os preços do grão recuaram e as indústrias conseguiram se equilibrar. "Estamos mais tranquilos. Ainda longe, no entanto, de estarmos capitalizados", pondera o diretor da Abic.

Ele considera que medidas do governo favoreceram o setor. Uma delas é a desoneração na cobrança de PIS/Cofins, "que eliminou a concorrência predatória". O Ministério da Agricultura também liberou recursos da ordem de R$ 200 milhões, o que, segundo Nathan, "foi importante para recompor capital de giro das indústrias".


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