Nanofertilizantes
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Fertilizantes

Nanofertilizantes

Leia sobre os fertilizantes de liberação controlada.
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Os nanofertilizantes são produtos elaborados com polímeros semipermeáveis de liberação controlada ou lenta, contendo apenas a concentração de nutriente necessária pela planta. Trata-se de uma estratégia para atenuar problemas como volatilização e lixiviação, além de otimizar o uso destes produtos, que possuem um custo cada vez mais elevado.

Estes produtos liberam os nutrientes de uma forma mais lenta do que os produtos convencionais, havendo uma maior sincronia entre liberação e necessidade da planta, havendo maior eficiência do uso, aumentando o rendimento de produção e diminuindo a perda de fertilizantes, reduzindo também o dano ambiental.

Esta liberação mais lenta ocorre por uma variedade de mecanismos. Os fertilizantes de liberação controlada podem ser entendidos como fertilizantes que possuem ritmo, padrão e duração da liberação do nutriente bem conhecidos e controláveis, já os fertilizantes de liberação lenta possuem um ritmo de liberação mais lento do que o normal, porém, com taxa, padrão e duração de liberação não muito controlados.


Fertilizantes estabilizados

São aqueles em que a ureia é tratada com aditivos para estabilizar o N, sendo divididos em:

  • Aditivos para inibição da urease atuam impedindo a hidrólise, assim a ureia não passa para a forma amônia (NH3), inibindo a perda por volatilização. Possui sua utilidade em cenários com ambiente seco. Temos como exemplo destes inibidores: 
    • NBPT
    • Hidroquinona
    • Cobre
    • Boro
    • Catecol
  • Aditivos para inibição da nitrificação impedem a passagem para nitrato (NO3), impedindo perdas por desnitrificação ou por lixiviação. Temos como exemplos destes inibidores:
    • Compostos químicos DMPP
    • Tiossulfato de amônio
    • Nitrapyrin
    • DCD

Recomendamos também assistir ao vídeo abaixo, em que o Engenheiro Agrônomo Dr. Nelson Horowitz, do canal "Adubos e Adubações", esclarece dúvidas sobre a ureia protegida.


Fertilizantes de liberação lenta 

Produtos quimicamente modificados, de modo a liberar o nutriente com uma velocidade menor (menor taxa de liberação) comparados aos fertilizantes convencionais. O Comitê Europeu de Normalização propôs que, para ser enquadrado nesta categoria, um fertilizante em condições definidas deve ter liberação de no máximo 15% em 24 horas, e de no máximo 75% em 28 dias.Geralmente são produzidos com o fertilizante ureia, onde se adicionam componentes como aldeídos, ureia metileno, CDU e IBDU. Neste tipo de fertilizante, o modo e o tempo de liberação não são bem controlados.

Estes fertilizantes podem ser afetados por fatores do solo (umidade, molhamento, secagem, congelamento e degelo, atividade biológica) e condições de manuseio (transporte, estocagem e distribuição no campo).

Devido à sua liberação natural lenta de nutrientes, fertilizantes orgânicos também se enquadram dentro desta classificação.


Fertilizantes de liberação controlada (CRF)

Fertilizantes convencionais que têm alguma solubilidade em água, aos quais adiciona-se componentes biodegradáveis (enxofre elementar, resinas plásticas, termoplásticos, polietileno…) que recobrem o grânulo, atuando como uma barreira física ou contra a passagem de nitrogênio por difusão. Este processo reduz a penetração de água, controlando a taxa de dissolução e a duração do tempo de liberação do nutriente. Desta forma, reduz-se o empedramento, formação de pó e higroscopicidade. Estes fertilizantes possuem ritmo, padrão e duração da liberação do nutriente bem conhecidos e controláveis, diferentemente dos fertilizantes de liberação lenta.

A curva de liberação destes nutrientes deve ser semelhante com a curva de absorção do nitrogênio na cultura, e depende de fatores como temperatura, umidade do solo, atividade microbiana e espessura do revestimento.

Estes fertilizantes podem ser divididos em 3 classes:

  • Fertilizantes revestidos com enxofre elementar: reduz a higroscopicidade, fornece enxofre e pode acidificar o meio. Porém, tem a desvantagem de poder formar revestimentos desuniformes, tendo grânulos com liberação em diferentes momentos, sem que possa haver um controle deste fato.
  • Fertilizantes revestidos com enxofre elementar e polímeros
  • Fertilizantes revestidos somente com polímeros: trata-se de uma tecnologia mais avançada, com maior eficiência, podendo ser revestido com polímeros naturais ou sintéticos, porém tem um maior custo. No caso de polímeros sintéticos, o acúmulo no solo ao longo dos anos pode causar uma nova forma de poluição. 

 

Mistura física de ureia com diferentes tecnologias (Blends)

São produtos compostos pela ureia, produtos mais baratos e solúveis (com liberação mais rápida) conjugados com produtos de maior custo (com liberação mais demorada), fazendo-se um ajuste da curva de liberação do nitrogênio. Ex: uréia tratada com NBPT e ureia revestida com S + polímeros.

 

Rentabilidade

A perda de fertilizantes convencionais está sujeita a transformações induzidas por microrganismos, além de processos químicos e físicos. Desta forma, o uso destes fertilizantes implica em menores quantidades aplicadas para atingir o mesmo objetivo. Porém, estes produtos possuem um custo maior quando comparado aos convencionais, de forma que o custo final geralmente seja semelhante ao uso do fertilizante convencional. Assim, as vantagens ao se usar estes produtos são o menor consumo de energia fóssil para fabricação e transporte de menores quantidades de nutriente, de modo que tenhamos um ganho através do menor impacto ambiental. Além disso, pode-se ter um maior rendimento das culturas.

Como desvantagem, pode ocorrer uma redução do pH do solo, e o fato de os nutrientes estarem sujeitos a inúmeras condições na lavoura, fazendo com que a liberação do nutriente não ocorra da mesma forma que a indicada pelo fabricante.

 

Anderson Wolf Machado - Engenheiro Agrônomo


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