O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) questiona o uso de dinheiro público pelo Ministério Público Federal (MPF) para promover a “agroecologia”. De acordo com a entidade, “uma campanha que retrate uma posição contrária à escolha de um sistema de produção específico, legalmente autorizado e rigidamente regulamentado, também não se enquadra em nenhuma das premissas da lei que autoriza o uso do fundo de direitos difusos”. Confira abaixo o comunicado da CCAS na íntegra, bem como as notícias que provocaram a reação dos especialistas:
No entendimento do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), uma campanha de boas práticas de proteção sanitária, para que se previnam danos advindos de uso incorreto de defensivos, é educativa e cumpre a função do FDD determinada em lei. Porém, a promoção de um sistema de produção específico, como a agroecologia, entre tantos praticados no Brasil, parece não fazer parte do escopo previsto na Lei para uso dos recursos do FDD.
De igual forma, uma campanha que retrate uma posição contrária à escolha de um sistema de produção específico, legalmente autorizado e rigidamente regulamentado, também não se enquadra em nenhuma das premissas da lei que autoriza o uso do fundo de direitos difusos.
A campanha ainda não foi veiculada e não se sabe de seu exato teor. Mas, como sempre, o CCAS está atento a qualquer iniciativa de promoção tecnológica rural que não se alinhe com determinações da Lei ou de regulamentações do agro. Além de estar atento também ao conteúdo de campanhas e programas de difusão técnica em geral, buscando zelar pela qualidade e conformidade científica de seus conteúdos.