A importância de cadastrar apiários nos órgãos competentes
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Imagem: Pixabay
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A importância de cadastrar apiários nos órgãos competentes

Dados são fundamentais para profissionalização da criação de abelhas no Brasil
Por: -Eliza Maliszewski

Segundo o último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2017 o país tinha 101 mil apicultores, com 2,1 milhões de colmeias, uma média de 21,1 colmeias por apicultor. 

Este número provavelmente é bem maior. Só em São Paulo estima-se que menos da metade dos apicultores e meliponicultores está cadastrada no sistema da Defesa Agropecuária do governo estadual. Segundo a Associação Brasileira de Estudo das Abelhas (A.B.E.L.H.A.) essa situação se repete em outros Estados. Segundo a entidade isso acontece porque os criadores de abelhas têm receio de cadastrar suas colméias junto aos órgãos competentes.

No entanto conhecer essas estatísticas é considerado fundamental para o fortalecimento e profissionalização da criação de abelhas no Brasil. A criação de abelhas nativas e sem-ferrão se constitui em importante atividade econômica para o Brasil e os Estados buscam conhecer a atividade para preservar as colmeias e realizar investimentos no setor.

Segundo a Defesa Agropecuária paulista, muitos apicultores e meliponicultores evitam se cadastrar pois não querem indicar a localização dos seus apiários e meliponários. Só que isso traz diversos problemas, pois essas colmeias não existem aos olhos do Estado. No caso de episódios de contaminação de abelhas, por exemplo, o apicultor em dificuldades para exigir algum tipo de compensação pois é como se esses insetos não existissem.

A veterinária Maria Carolina Guido, do Programa Estadual de Sanidade das Abelhas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, explica que o cadastro assegura a origem do produto, monitorar doenças da colmeias ou abelhas e controlar a produtividade, além de assegurar investimentos na cadeia. “É uma exigência do Ministério da Agricultura para quem entrega mel em entrepostos e permite também controlar o uso de agrotóxicos em regiões de colmeias, frequentemente atingidas pela aplicação errada, diminuindo a possibilidade de mortalidade de abelhas”, diz.

Em São Paulo estão cadastradas 780 colmeias mas estima-se que sejam pelo menos 1.600 criadores. “Quanto mais apicultores e meliponicultores cadastrados mais a gente consegue mostrar a importância da cadeia. Hoje existe receio por parte dos produtores que acreditam que estando identificados ficam mais sujeitos a roubos. Isso não é real porque ninguém tem acesso a essas informações. Também pesa a falta de documentações do local onde estão as caixas, o que torna a atividade irregular e muitos desses acordos acontecem sem formalização”, destaca Maria Carolina.

No Brasil, o estado com a maior produção em 2019 foi o Paraná, com 7.228 toneladas, que representa 15,72% da produção nacional, seguido do Rio Grande do Sul, com 6.261 toneladas, cerca de 13,62% da produção, e do Piauí, com 5.024 toneladas, o equivalente a 10,93% da produção total do país.


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