A importância dos cuidados com aparelho locomotor de equinos atletas

Equinos

A importância dos cuidados com aparelho locomotor de equinos atletas

Diagnóstico assertivo e rápido das lesões é imprescindível para recuperação dos animais
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Nos últimos anos, o mercado de equinos atletas vem apresentando um crescimento exponencial. De acordo com dados do Estudo do Completo do Agronegócio do Cavalo, realizado em 2016, o segmento movimenta R$ 5,84 bilhões e engloba cerca de 1,1 milhões de animais da tropa brasileira, com destaque para as raças Mangalarga Marchador, Quatro de Milha e Crioulo, que estão entre as mais utilizadas em atividades esportivas.

Por conta do ritmo e do nível de exigência das competições, os cavalos atletas demandam cuidados constantes com o aparelho locomotor. A região, composta por ossos, músculos, articulações e cascos, está sujeita a uma série de lesões por conta dos movimentos repetitivos realizados nas atividades esportivas.

As afecções desse sistema geram prejuízos econômicos associados, principalmente, aos gastos com tratamento, queda de desempenho, e em casos graves, à aposentadoria prematura do animal.

As patologias do sistema locomotor são amplas e podem ocorrer de forma isolada ou envolver mais de uma estrutura. Normalmente a origem da enfermidade está associada a um trauma e ao estresse repetitivo inerente a função esportiva do animal, mas, o problema também pode ter origem congênita ou estar associado a erros no manejo diário.

“O equino com uma lesão na região locomotora mostra sinais clássicos. O principal é a redução de performance, que pode ocorrer de maneira súbita. A dor em alguns casos não é evidente. Por isso, o criador precisa ficar alerta a qualquer mudança comportamental apresentada pelo animal”, explica a Médica-veterinária e Gerente de Linha da Unidade de Equinos da Ceva Saúde Animal, Baity Leal.

O principal desafio no campo é o diagnóstico rápido e assertivo das lesões. Para identificar qual enfermidade está afetando o animal, é necessária a realização de uma série de exames juntamente com o Médico-veterinário. “O primeiro passo é a avaliação cuidadosa do cavalo, nesse teste físico, será possível detectar aumentos de volumes anormais, atrofia muscular, deformidades, presença de cavidades ou fístulas, cicatrizes e posturas não convencionais, como quando o equino repousa o casco a frente do outro no chão”, afirma Baity.

Após a avaliação inicial, o animal pode precisar de exames de imagem complementares como raio X, ultrassom e ressonância magnética. O tratamento irá depender da enfermidade que acomete o equino e do grau da lesão.

Entre as doenças mais frequentes que afetam o sistema locomotor estão: a claudicação, popularmente conhecida como manqueira, que pode ser diagnosticada como: síndrome do navicular, esparavão ósseo, osteoartrites e tendinites, entre outras.

Claudicações

As claudicações, popularmente conhecidas como manqueiras, estão entre os principais problemas enfrentados pelos equinos atletas.

Caracterizada, primordialmente pela dor ao executar movimentos, a patologia causa falta de sincronia na locomoção, associada a movimentos assimétricos ou em estação. A doença afeta o desempenho dos animais e tem influência sobre a qualidade de vida dos cavalos, por conta do quadro doloroso que tem implicações diretas no bem-estar do cavalo. A claudicação é classificada em quatro tipos: de membro locomotor de apoio, de membro locomotor em suspensão, mista e complementar ou compensatória.

Síndrome Navicular

A Síndrome do Navicular é um dos problemas que mais preocupam os criadores de cavalos de alto desempenho. A doença, que envolve um conjunto de alterações degenerativas no aparelho navicular do cavalo, está diretamente associada as claudicações crônicas.

Caracterizada pela dor no osso navicular e em estruturas adjacentes como ligamentos, a patologia atinge os equinos que atuam em atividades de alto impacto, como apartação, rédeas, tambor e baliza, laço ou salto.

Esparavão ósseo

O esparavão ósseo é outra doença que atinge os equinos atletas. Entre as principais causas está o estresse mecânico e repetitivo sobre a articulação do jarrete ou a carga excessiva de exercício.

O excesso de trabalho e as recorrentes rotações dos ossos do tarso, associadas à hipertensão dos ligamentos presentes na articulação, são os fatores mais importantes no desenvolvimento do Esparavão ósseo.


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