Abordagem holística pode reduzir podridão em raízes de mandioca
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Imagem: Marcel Oliveira

MANDIOCA

Abordagem holística pode reduzir podridão em raízes de mandioca

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A mais nova publicação da Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA), Podridões em raízes de mandioca: problemas e soluções para o seu controle, traz uma estratégia inédita de combate à doença radicular e desponta como forte aliada na prevenção e redução desse que é o maior problema fitossanitário da mandiocultura no Norte do Brasil.

“Pela primeira vez o tema é tratado de maneira conjunta por especialistas de diversas áreas. Pôr em prática uma abordagem holística, como a que propomos, é importante para a ação preventiva, já que a podridão radicular é causada por organismos naturais do solo e não existe tratamento químico eficaz para ela”, afirma o pesquisador da Embrapa Raimundo Nonato Brabo Alves, engenheiro-agrônomo e um dos autores da publicação.

O pesquisador salienta que a podridão das raízes é capaz de ocasionar perdas severas, acima dos 80% da lavoura, além de desmotivar agricultores a ponto de preferirem mudar para outras atividades, como pimenta-do-reino ou fruteiras tropicais. “Muitos desistem da mandioca porque o custo da mão de obra está alto e a baixa oferta de raiz dificulta a produção de farinha e outros derivados para o mercado”, conta ele.

No entanto, se as práticas recomendadas no documento recém-lançado forem adotadas pela maioria dos agricultores, como revela o autor, o impacto positivo esperado dessa adoção é um aumento de mais de 50% na produção de mandioca. “Um grande avanço, pois essa cadeia produtiva gera o maior número de empregos na região Norte e o produto, por ser cultivado na maior parte por agricultores familiares, representa a segurança alimentar de grande parcela da população de menor renda, que transforma a mandioca em farinha de mesa e outros subprodutos como fécula (tapioca ou goma), tucupi e maniva pré-cozida”, contextualiza o pesquisador.

Visão holística

O conteúdo de Podridões em raízes de mandioca: problemas e soluções para o seu controle resulta de experiências e discussões sobre o controle da podridão radicular de mandioca feitas por profissionais das áreas de melhoramento genético, fitopatologia, fitotecnia, manejo e fertilidade de solos. “Já há muito se tratava do assunto, mas sempre na visão reducionista, ora do ponto de vista do fitopatologista, ora do melhorista ou do pedologista”, comenta Raimundo Alves.

Em sintonia com a abordagem holística da obra, os especialistas orientam os agricultores a fazerem a aplicação preventiva conjunta das recomendações técnicas, pois, segundo eles, cada prática ataca o problema de um modo específico e a soma de todas, quando bem conduzidas, pode reduzir a incidência e conter a expansão da doença. Esclarecem que há fatores bióticos (de microrganismos) e abióticos (de clima e solo) que concorrem de modo interativo para a ocorrência da infestação, associando os problemas às medidas de controle que devem ser adotadas para o manejo adequado da cultura da mandioca.

Além de informar os agricultores em linguagem simples, objetiva e prática, os autores  possibilitaram que o texto técnico-científico seja uma ferramenta importante para os extensionistas na prática da extensão rural, útil também como objeto de consulta para a comunidade acadêmica na formação de novos agrônomos e técnicos agrícolas que, futuramente, venham a contribuir para o desenvolvimento da cadeia produtiva da mandioca.

Junto com Raimundo Alves, são também autores da obra o analista Moisés de Souza Modesto Junior e os pesquisadores Alysson Roberto Baizi e Silva, Alessandra Keiko Nakasone e João Tomé de Farias Neto, todos da Embrapa Amazônia Oriental, unidade descentralizada da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária sediada no Pará – o estado brasileiro que mais produz e consome raiz de mandioca no País.

Problemas e soluções

Os oito principais problemas na região Norte e suas respectivas soluções preventivas elencados no trabalho giram em torno das seguintes situações: encharcamento de solo; presença de fragmentos grosseiros no solo; plantio da mandioca em época muito chuvosa; queima da vegetação antes do plantio da mandioca; cultivos sucessivos de mandioca na mesma área; uso de manivas-semente infectadas; aplicação de dose excessiva de herbicida e uso de variedades tradicionais de mandioca.

Todo o conteúdo da nova publicação está disponível gratuitamente para consulta e download no Portal Embrapa. Para verificar em detalhes as soluções, acesse o material aqui.

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