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Adeal orienta agricultores sobre uso de agrotóxicos

Para orientar sobre o uso de agrotóxicos, a Adeal faz o cadastramento de hortas de agricultores que antes investiam na cultura do fumo


As hortaliças ganham espaço nas lavouras do agreste de Alagoas, que antes eram destinadas à cultura do fumo. Mas, a mudança, trouxe um problema que preocupa a Adeal, Agência de Defesa Agropecuária de Alagoas: o uso de agrotóxicos. Para orientar os agricultores, a entidade começou a cadastrar as hortas.

O verde das hortaliças de Arapiraca encanta mercados em Alagoas e nos Estados de Pernambuco e Sergipe. Culturas como cebolinha, coentro e alface são tratados com os cuidados de farta irrigação. Tanta riqueza esconde um problema sério entre os canteiros. Há falta de informação da maioria dos produtores quando o assunto é a aplicação dos agrotóxicos usados para combater as pragas nas lavouras.

O agricultor Sérgio Lima reclama das tonturas sentidas durante o trabalho. Ele tenta tomar a atitude certa, mas sabe que o equipamento de proteção individual está incompleto.

Com o objetivo de controlar o uso de veneno no campo e manter a saúde do agricultor a Adeal faz o cadastro das hortas localizadas no cinturão verde de Arapiraca. Estima-se que sejam mais de 350 na região.

“A intenção da Adeal não é ser punitiva, mas a fiscalização é feita para que o agricultor faça o uso correto dos produtos agrotóxicos para que não contamine em excesso as hortaliças”, explicou Eduardo Lino, agrônomo da Adeal.

Com o cadastro a vida no campo promete ser diferente. O agricultor Gilson Luiz já aprendeu a lição.

A previsão é terminar o cadastro em março.

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