Aftosa na Grã-Bretanha começou em laboratório

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Aftosa na Grã-Bretanha começou em laboratório

A investigação sobre um surto de febre aftosa surgido na Grã-Bretanha descobriu falhas na segurança de um laboratório do país
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A investigação sobre um surto de febre aftosa surgido na Grã-Bretanha no mês passado descobriu falhas na segurança de um laboratório do país que funciona com verbas públicas. "Apareceram alguns indícios de certa complacência no esquema de segurança do IAH (Instituto de Saúde Animal)", afirmou ontem Brian Spratt, responsável por comandar a investigação oficial sobre a fonte do surto.

Casos da febre aftosa foram confirmados em duas fazendas de Surrey (sul da Inglaterra). As autoridades confirmaram o primeiro deles no dia 3 de agosto. As investigações descobriram que o surto começou no IAH, um centro de pesquisa localizado em Pirbright, a poucos quilômetros da área do primeiro caso. No centro, realizam-se pesquisas com vacinas para a doença.

"Não se pode desculpar o fato de que o agente da febre aftosa tenha escapado do laboratório de Pirbright. Isso não pode acontecer de novo", disse a ministra britânica da Agricultura e do Meio Ambiente, Hillary Benn. O local abriga dois laboratórios. Um é dirigido pelo IAH e o outro, pela Merial, uma empresa privada de propriedade da Merck, dos EUA, e da Sanofi-Aventis SA, da França.

Segundo Spratt, o laboratório da Merial é "moderno e bem conservado" e não apresenta "nenhum problema de biossegurança." Já o laboratório do IAH é uma "instalação antiga que precisa ser reformada". "Garantir a segurança de uma instalação antiga é algo difícil e caro", observou. Geoffrey Podger, diretor-executivo da agência do Governo encarregada de fiscalizar o setor de saúde, disse ser "muito provável" que o vírus tenha entrado em um sistema de drenagem usado pelo IAH e pela Merial. A agência divulgou um outro relatório a respeito do caso.

Um vazamento nos canos somado às fortes chuvas pode ter feito com que o vírus chegasse à superfície, de onde veículos usados por operários podem tê-lo levado para fora da instalação, afirmou Podger. "Chegamos à conclusão de que as falhas identificadas no esquema de biossegurança na questão do manuseio do lixo líquido devem ter provocado o vazamento do vírus da febre aftosa em Pirbright", afirmou o relatório da agência.


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