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AGCO terá pulverizador feito no Brasil

O projeto está em desenvolvimento na unidade da companhia localizada em Canoas, no Rio Grande do Sul


A AGCO, que tem quatro fábricas de máquinas e implementos agrícolas no Brasil, passará a produzir no país também pulverizadores de defensivos. O projeto está em desenvolvimento na unidade da companhia localizada em Canoas, no Rio Grande do Sul. As vendas devem começar em 2010.
 
Atualmente, os pulverizadores comercializados pela companhia no mercado brasileiro são importados. Eles deverão ser oferecidos com as marcas Valtra e Massey Ferguson, duas das marcas pertencentes ao grupo. A nova frente de trabalho soma-se à iniciativa de criar colheitadeiras de cana, equipamento inédito para a AGCO no mundo. O primeiro protótipo das colheitadeiras, produzido na unidade de Mogi das Cruzes (SP), foi concluído em 31 de agosto, mas outros três serão apresentados até o fim do ano.

Os investimentos da companhia incluirão ainda a duplicação da fabricante de implementos Sfil. A empresa, que produz plantadeiras e plataformas para colheitadeiras de milho, fica em Ibirubá (RS) e foi comprada pela AGCO em setembro de 2007.

A despeito da crise econômica global, o ano de 2009 é "promissor", avalia o presidente mundial da companhia, Martin Richenhagen. "Os preços das commodities agrícolas caíram, mas têm condições de estabilidade, e os preços dos fertilizantes estão mais baixos com o recuo do petróleo. Isso deve representar margens positivas para os agricultores em 2009 e nos anos seguintes", disse. "Depois da crise, os bancos ficarão mais fortes do que jamais foram e as empresas também. Algumas morrerão, mas, apesar dos problemas, o futuro é promissor".

A queda do preço do aço também deve ter impactos positivos para o setor, que sofreu com o aumento dos custos decorrente da inflação das commodities. "A indústria toda sofreu com isso. Agora os custos devem melhorar", avalia André Carioba, vice-presidente sênior e gerente geral da AGCO na América do Sul.

O aperto na oferta de crédito é um fenômeno global, mas o Brasil tem uma particularidade própria, diz o CEO Martin Richenhagen. "Isso não tem a ver com a crise financeira, mas sim com uma situação doméstica. O governo decidiu renegociar três vezes a dívida agrícola nos últimos anos e isso causou certa instabilidade no mercado. É preciso consertar a questão e mostrar quais serão as regras para o futuro".

Para este ano, a empresa trabalha com a perspectiva de receita global de vendas de US$ 9 bilhões, montante superior aos pouco mais de US$ 6,5 bilhões de 2007. A América do Sul, que respondeu por 16% do total no ano passado, em 2008 subiu para 19%. Com essa fatia, a região está próxima de empatar com a América do Norte, que recuou de 22% para 20%. Europa, África e Oriente Médio, somados, mantêm a liderança, com quase 60%.
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