Agricultores mato-grossenses testam técnica de plantio adensado de algodão

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Agricultores mato-grossenses testam técnica de plantio adensado de algodão

Os resultados começam a aparecer agora, na hora da colheita
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Agricultores de Mato Grosso testaram, nesta safra, uma técnica de plantio adensado de algodão. Os resultados começam a aparecer agora, na hora da colheita.

O agricultor Sérgio de Marco plantou 925 hectares de algodão adensado, no município de Itiquira, sul de Mato Grosso. Ele semeou diversas variedades para comparar os rendimentos do novo sistema. A colheita começou essa semana e o seu Sérgio disse que já foi possível perceber no novo sistema uma redução no custo por hectare.

“Nós estamos com uma produtividade em torno de 300 arrobas e com um custo de US$ 500 a até talvez US$ 600 mais baixo do que o algodão normal”, calculou seu Sérgio.

A diferença básica é que no sistema tradicional o espaço entre as fileiras tem uma distância de 90 centímetros. No adensado, a distância cai pela metade, ou seja, fica em 45 centímetros. Usando hormônios de crescimento é possível nesse sistema interromper o crescimento da planta. Com isso, o algodão adensado chega ao ponto de colheita 60 dias antes do convencional. É isso que explica a redução dos custos.

“Vai haver uma redução no diesel, redução de máquinas trabalhando no campo, redução principalmente nos fertilizantes. Mas sempre ofertando para a planta aquilo que ela realmente necessita. Com isso, estimamos em torno de 30% a 40% na redução de custo em relação do convencional”, avaliou o consultor Jonas Guerra.

Safra com um ciclo menor e redução no custo de produção são as grandes vantagens do algodão adensado. O desafio agora dos produtores rurais é manter a qualidade da pluma, que consagrou mato grosso no cenário internacional.

O seu Sérgio reuniu na fazenda outros agricultores e profissionais que trabalham com o algodão para apresentar o resultado da primeira colheita.

O agrônomo Elton Emanuelli representa uma empresa que tem 22 mil hectares de algodão. Ele foi conhecer a nova técnica e ver a máquina adaptada que faz a colheita. A parte dianteira, com os dentes que cortam os pés do algodão, veio da Argentina, onde o sistema é utilizado há mais tempo.

“A gente tinha certa expectativa de colher um algodão de qualidade um pouco inferior em função das diferenças de colheita. Mas o que a gente está observando na pratica de hoje, que em função da evolução dentro desse sistema de pente, é que está sendo feita a colheita de um algodão com qualidade muito semelhante àquilo que vinha sendo praticado nas colheitas de cultivo normal”, disse Emanuelli.

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