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Agricultores prevêem perdas em razão da estiagem no Paraná

As regiões mais problemáticas são o Norte e o Norte Pioneiro


Ano passado foi dramático para a agricultura paranaense por causa da estiagem, que causou grandes prejuízos a produtores rurais, principalmente no Oeste e Sudoeste do Estado. A situação atual é menos preocupante, mas bastou um mês de pouca chuva para que o fantasma da seca – que também provocou racionamento de água em Curitiba e Região no ano passado — voltasse a assolar o Estado.

O mês de abril normalmente é um dos mais chuvosos do ano, mas até agora a água tem sido escassa. As regiões mais problemáticas são o Norte e o Norte Pioneiro. De acordo com o Instituto Agronômico do Paraná, desde o dia 1º de abril choveu apenas 14 milímetros em Londrina – contra uma média histórica de 138 neste mês.

A “miniestiagem” causa preocupação para a “safrinha” de milho, bastante comum na região – de acordo com o Iapar, cerca de 30% das lavouras de milho no Estado estão na fase de espigamento, quando a planta necessita de abundância de água no solo.

Também a cultura de trigo pode ser afetada, uma vez que a época adequada para plantio do cereal é entre 10 de abril e 10 de maio. “Hoje apenas a região Sudoeste e parte da Oeste estão em condições hídricas adequadas, mas a época de plantio do trigo nessas localidades ainda não começou”, afirma o pesquisador Paulo Caramori, do Iapar. E a meteorologia não prevê chuvas para os próximos 10 dias, o que pode agravar a situação já problemática.

A Região Metropolitana de Curitiba é outra com escassez de água – a chuva acumulada em abril está em 26 mm, contra média mensal de 72 mm. O resultado é o gasto maior na produção de hortaliças, o que deve trazer reflexo nos preços. “Os produtores terão que irrigar mais”, afirma o pesquisador Rogério Faria.

Para piorar, a situação dos reservatórios que abastecem a Capital não é das mais cômodas. As represas de Iraí e Piraquara I, ainda em fase de recuperação da forte seca do ano passado, estão hoje com 78% da capacidade normal. Se tal patamar não chega a causar alarde, ele é semelhante ao da mesma época do ano passado – em 20 de abril de 2006, o estoque era de 72% do total. Caso o próximo inverno seja tão seco quanto o último, há risco de os níveis baixarem de 30%, como em agosto do ano passado, quando foi implantado o sistema de rodízio.

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