Agroindústria agrega valor a produtos de cooperativas

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Agroindústria agrega valor a produtos de cooperativas

Cooperativas agrícolas nos últimos anos mudaram o perfil de atuação e agora agregam valor aos seus produtos
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Cooperativas agrícolas nos últimos anos mudaram o perfil de atuação e agora agregam valor aos seus produtos. A alteração do perfil provocou até mesmo a mudança da denominação das entidades que passaram a ser classificadas como cooperativas agroindustriais e processam toneladas de matérias-primas.

A nova vocação das entidades gera ganhos importantes para a economia brasileira. Segundo analistas, o setor industrial mantém níveis de desempenho graças à participação da agroindústria.

''Sempre haverá necessidade de alimentos, seja para o homem ou para produzir suínos e aves, por exemplo'', diz José Aroldo Galassini, presidente da Coamo Agroindustrial Cooperativa, de Campo Mourão. ''Ao contrário, as pessoas deixam de adquirir bens de produção quando surgem os problemas econômicos'', compara. Desta forma, segundo ele, o setor atravessa a crise com menor turbulência.

A vocação do Paraná para a produção agrícola determinou a opção da cooperativa pela especialização em grãos. Segundo Galassini, a Coamo, uma das mais importantes da América Latina, responde por 16% do mercado no Paraná e 3,5% do brasileiro.

A estrutura do parque industrial põe a Coamo na quarta posição entre as empresas que industrializam grãos no Brasil. No ano passado a cooperativa registrou recorde de faturamento com R$ 4,71 bilhões.

São esmagadas diariamente 7 mil toneladas de soja, que resultam e óleo bruto e farelo. Daí são fabricados 360 toneladas/dia de óleo refinado, 100 toneladas/dia de gorduras vegetais e 180 toneladas/dia de margarinas. A Coamo está ampliando a capacidade da indústria para a fabricação de 655 toneladas/dia de óleo refinado. O processamento é realizado em cinco unidades - duas próprias e três arrendadas.

Duas unidades da Coamo, em Campo Mourão e Goioerê, processam diariamente 30 toneladas de algodão, e duas unidades processam 230 toneladas/dia de trigo. Da cooperativa saem também 20 toneladas de café torrado e moído ao dia.

O mercado internacional é um grande cliente da cooperativa. De acordo com Galassini, 40% da produção são exportados. ''Dois navios por mês são destinados a vários países europeus com farelo de soja'', diz. Segundo a direção da Coamo, em 2008, foram vendidos no exterior mais de US$ 523 milhões.®MDBO¯

 


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