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Alexandre Velho assume presidência do Irga e aposta em novos mercados e inovação

Novo presidente destaca desafios da produção de arroz com exclusividade ao Agrolink


Foto: Cassiane Osório/ Seapi

Alexandre Velho tomou posse nesta segunda-feira (9/2) como novo presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), em ato simbólico realizado na sede da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), ao lado do secretário Edivilson Brum. Produtor com mais de 40 anos de experiência e ex-presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Velho ressaltou a importância do Irga para a pesquisa, extensão e sustentabilidade do setor, responsável por 70% da produção nacional de arroz.

Em entrevista exclusiva ao Portal Agrolink, Velho comentou os desafios de sua gestão, destacando a abertura de novos mercados, alternativas de uso do arroz e estratégias para enfrentar o alto custo de produção. Ele afirmou que pretende implementar ações que fortaleçam toda a cadeia produtiva e garantam crescimento social e econômico no Rio Grande do Sul.

Confira a entrevista exclusiva com Alexandre Velho

Como o senhor se sente ao assumir a presidência do Irga e quais são suas prioridades imediatas para o setor de arroz no RS?
“Assumir a presidência do Irga é uma grande responsabilidade, devido ao protagonismo do instituto na oferta de tecnologias para a sustentabilidade da lavoura de arroz. As prioridades imediatas incluem avançar com o projeto Invest RS, firmar convênio com a Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), fortalecer a campanha de consumo do arroz gaúcho e buscar parcerias com a Apex para abrir novas alternativas de mercado.”

Quais os principais desafios enfrentados pelos produtores gaúchos, especialmente com o aumento do custo de produção?
“O setor enfrenta grandes desafios devido ao alto custo de produção. Projetos como o Sistema Arroz RS14, lançado em 2025,buscam incrementar a produtividade por meio de manejos adequados, intensificação da rotação de culturas e aplicação de tecnologias que garantam sustentabilidade na lavoura.”

Como o Irga pretende apoiar a sustentabilidade e a produtividade da cadeia produtiva do arroz?
“Programas como o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e o selo ambiental do Irga são fundamentais para estimular práticas sustentáveis e aumentar a conscientização dos produtores sobre a importância dessas ações para o setor.”

Quais estratégias estão sendo pensadas para abrir novos mercados e equilibrar oferta e demanda do arroz gaúcho?
“A abertura de novos mercados é essencial. Com projetos como o Invest RS e iniciativas junto à Apex, buscamos incentivar exportações, mantendo o abastecimento do mercado interno e destinando de 10% a 20% da produção para fora do país. Isso ajuda a valorizar o produto e enfrentar o alto custo de produção.”

Há espaço para inovação, como novos usos do arroz, que possam gerar alternativas de renda para os produtores?
“Estamos trabalhando em alternativas, como a produção de etanol a partir do arroz. Em parceria com a Embrapa, buscamos novos usos que podem reduzir o excesso de oferta no mercado interno, valorizar o produto e gerar novas fontes de renda para os produtores a médio e longo prazo.”

Safra histórica de arroz irá recuar no RS

A área cultivada de arroz no Rio Grande do Sul deve encolher cerca de 9% no ciclo 2025/26, chegando a menos de 900 mil hectares. Na safra 2024/25, foram semeados 970 mil hectares, e o estado registrou um recorde histórico: a produtividade média chegou a 9.044 kg por hectare (180,9 sacas/ha), a maior já registrada, e a produção total atingiu 8,76 milhões de toneladas, um crescimento de 21,7% em relação ao ciclo anterior.

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