ALFACE: cultivar prova resistência à falta de chuvas
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Imagem: Eliza Maliszewski
ESTIAGEM 2022

ALFACE: cultivar prova resistência à falta de chuvas

Bom sistema radicular permite que a Litorânea capte melhor a água do solo
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O cultivar de alface SCS374 Litorânea resulta de um prolongado trabalho de seleção de plantas, realizado por cerca de 10 anos pelos pesquisadores da Epagri. Desenvolvida para ser produzida dentro do sistema orgânico, a alface se provou resistente à pouca chuva. “É um material forte, com número de folhas significativo e sistema radicular bom, o que resulta em melhor captação da água do solo”, descreve Marcos, que comercializa as sementes do cultivar desde 2019, quando a Isla venceu a chamada púbica da Epagri.

Outra vantagem relatada pelos produtores da alface litorânea diante do calor é a sua alta resistência à queima de borda (tip burn). Segundo Marcos, quando a temperatura do ambiente está muito alta, a alface encontra dificuldade de translocar cálcio, o que causa a doença. Contudo, a alta capacidade da litorânea de assimilar cálcio do solo faz dela mais resistente à queima de borda. A doença pode fazer com que a planta perca folhas, peso e, em casos extremos, torne-se inviável para comercialização.

Resistência ao pendoamento

O cultivar desenvolvido a partir do melhoramento genético da Epagri também se mostra mais resistente ao pendoamento, que se caracteriza pelo crescimento do caule. O coordenador técnico da Isla explica que quando uma planta é submetida a um estresse, como alta temperatura, por exemplo, ela se levanta para soltar sementes, uma característica natural para perpetuação da espécie. No caso da alface, é preciso colher a planta assim que ela pendoar. A vantagem da Litorânea é que ela leva de 7 a 10 dias a mais para pendoar do que as similares disponíveis no mercado, segundo relata Marcos. Essa característica permite ao produtor uma maior flexibilidade na hora da colheita, escolhendo um período de melhores preços para colocar sua alface no mercado.

O coordenador técnico da Isla também conta que os produtores da Litorânea têm percebido no material uma capacidade de superar pressões das viroses que normalmente atacam esta hortaliça. Aliado a tudo isso, ele destaca o tamanho e o elevado número de folhas da alface da Epagri, que a fazem alcançar preços melhores no mercado.

Marcos destaca ainda a tripla aptidão da litorânea, que pode ser produzida tanto em campo aberto como em estufa ou em hidroponia. Desenvolvida para o sistema orgânico de cultivo, também se adapta perfeitamente ao cultivo convencional.

“Um dos grandes destaques das alfaces lisas no Sul do Brasil é a Litorânea”, revela Marcos. Segundo ele, a Isla é uma das principais comerciantes de sementes de alface lisa no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e a Litorânea tornou-se, em três anos, o carro-chefe no portfólio da empresa.


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