Algas viram fibra óptica comestível
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Imagem: Pixabay

DESCOBERTA

Algas viram fibra óptica comestível

Pesquisa foi feita no Brasil
Por: -Leonardo Gottems
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Uma equipe de cientistas da Universidade de Campinas (UNICAMP) desenvolveu fibras ópticas comestíveis, biocompostáveis e biodegradáveis a partir do ágar, substância obtida a partir de algas. O trabalho foi publicado no Scientific Reports. 

O dispositivo pode ser usado para obter imagens ao vivo de dentro de uma estrutura corporal, fornecer iluminação localizada em fototerapia ou optogenética (por exemplo, para estimular neurônios com luz e para poder estudar circuitos neurais on-line) e para o fornecimento localizado de medicamentos. Outra aplicação possível é a detecção de microrganismos em órgãos específicos, caso em que a sonda seria completamente absorvida pelo organismo após desempenhar sua função. 

O projeto de pesquisa, apoiado pela Fundação de Pesquisa de São Paulo “(FAPESP) foi liderado por Eric Fujiwara, professor da Escola de Engenharia Mecânica da UNICAMP, e Cristiano Cordeiro, professor do Instituto de Física Gleb Wataghin da UNICAMP, em colaboração com Hiromasa Oku, professor da Universidade Gunma no Japão. O ágar, também chamado ágar-ágar, é uma gelatina natural obtida a partir de algas marinhas. Sua composição consiste em uma mistura de dois polissacarídeos, agarose e agaropectina. 

"Nossa fibra ótica é um cilindro de ágar com diâmetro externo de 2,5 mm e um arranjo interno regular de seis orifícios de ar cilíndricos de 0,5 mm em torno de um núcleo sólido. A luz é confinada devido à diferença entre os índices de refração do núcleo do ágar e os orifícios de ar ", disse Fujiwara. 

"Para produzir a fibra, despejamos o ágar de qualidade alimentar em um molde com seis hastes internas colocadas ao longo do eixo principal", continuou ele. “O gel é distribuído apenas para preencher o espaço disponível. Após o resfriamento, as hastes são removidas para formar orifícios de ar e o guia de ondas solidificado é liberado do molde. O índice de refração e a geometria da fibra podem ser adaptados variando a composição da solução de ágar e o design do molde”, concluiu. 


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