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Algodão: MT retoma as exportações via Porto Seco, em Cuiabá

Operação movimentou US$ 72 mil e a aduana promete ser a nova alternativa


Após quatro anos de paralisação, a Estação Aduaneira do Interior de Cuiabá – o Porto Seco – retomou as exportações com o envio de 246 fardos de algodão em pluma (49 toneladas) para a China, totalizando uma operação de US$ 72 mil. Esta é a primeira vez que Mato Grosso exporta algodão em pluma para a China via Porto de Iquique, no Chile, utilizando o Porto Seco, localizado no Distrito Industrial de Cuiabá.


O diretor geral do Porto Seco, Francisco de Almeida, acredita que a operação para a China marcará a retomada definitiva das exportações através da aduana. “Já existem outras empresas interessadas em exportar algodão via Porto Seco para o porto de Santana do Livramento (Rio Grande do Sul), com destino aos portos do Uruguai”, informa. Segundo ele, as exportações através do Porto Seco de Cuiabá estavam paralisadas desde 2004, quando ocorreu a última venda de algodão para o Peru.

De acordo com o responsável pela área de exportação do Porto Seco, Átila Rosa, o algodão exportado para a China entrou no recinto do Porto Seco na sexta-feira. “O procedimento realizado foi a aplicação do expurgo (desinfecção da carga)”, explicou Átila. Também foi realizada a vistoria do “expurgo” pelo Ministério de Agricultura, que recebeu as informações levantadas pelo Porto Seco sobre a legislação necessária do Chile. Após a vistoria, o Ministério de Agricultura emitiu o certificado fitossanitário e o despachante aduaneiro emitiu a documentação necessária à exportação.

Átila explicou que a carga foi lacrada pela fiscalização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pelo Porto Seco de Cuiabá.

O processo teve continuidade com a Receita Federal, que fez o Trânsito Aduaneiro no Porto Seco de Cuiabá, colocando o lacre de exportação, com o processo sendo concluído em Cáceres, permitindo que a carga seguisse com destino à Bolívia (Santa Cruz de La Sierra) e porto de Iquique (Chile), para o destino final à China.


Agilidade – Átila destaca a agilidade dos procedimentos de exportação como a principal vantagem do Porto Seco. “Da entrada do produto à saída são no máximo três dias. O desembaraço é bem mais rápido”, diz, lembrando que se a mercadoria sair via porto de Paranaguá levaria no mínimo dez dias.

“Entre a chegada da carga, armazenamento e saída do navio, demora mais de dez dias. Geralmente, quando a carga pára no porto e cai na mão do armazém, o exportador paga pedágio e outras taxas, como a referente ao atraso do embarque da mercadoria. Saindo pelo Porto Seco, não há esta morosidade”.

O diretor-geral do Porto Seco, Francisco de Almeida, lembra que outro benefício de se exportar pela estação aduaneira é que o exportador não precisa ter regime especial na Secretaria de Fazenda. “O produto já sai do Estado carimbado para exportação. Não é preciso fazer a operação de exportação em outro local, onde o produto pode ter algum problema de ordem documental. No caso do Porto Seco, a mercadoria já sai lacrada pela Receita Federal”, explicou.


Segundo Almeida, todo o trâmite aduaneiro e o desembaraço da documentação tanto para importação quanto para exportação é feito no próprio Estado, facilitando o procedimento para as empresas.

Outra vantagem do Porto Seco está na proximidade, rapidez e segurança àqueles que operam com a aduana. “O importador ou exportador pode fazer o acompanhamento de todo o processo até à saída da carga sem a burocracia que, normalmente, acaba desestimulando o operador”, conclui.
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