Algodão com tecnologia pode ser mais lucrativo no Paraná
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Agronegócio

Algodão com tecnologia pode ser mais lucrativo no Paraná

Lavoura chega a apresentar potencial para produzir 600 arrobas por alqueire
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Produtores de algodão dos municípios de Altônia e Pérola (PR) estão vendo, através de dias-de-campo realizados pela Cocamar, que a cultura conduzida com tecnologia e produtividade pode ser bastante lucrativa. A propriedade do agricultor Elias Batista Andrade, por exemplo, é uma das vitrines dessa proposta. Ele plantou pouco mais de 7 hectares em Altônia, seguindo todas as recomendações dos técnicos da cooperativa. Sua lavoura apresenta potencial para produzir 600 arrobas por alqueire (250/hectare). Uma arroba equivale a 15 quilos. Outro campo demonstrativo é o de João Marques da Silva, que plantou 11 hectares em Pérola.

Segundo o engenheiro agrônomo Ubiratan Aires, o Bira, da Cocamar, o objetivo deste trabalho é mostrar que o algodão é uma interessante opção para as pequenas propriedades, mesmo se vendido ao preço mínimo de R$ 13,49 a arroba. Para isso, o produtor deve adotar toda a tecnologia recomendada para elevar sua produtividade. “É uma cultura que garante lucro em pouco espaço, ocupando mão-de-obra familiar”, diz. Tomando por base o preço mínimo e aquele potencial de produtividade (600 arrobas/alqueire), Bira calcula que o custo de produção deve ficar em 350 arrobas por alqueire (145/hectare). “Ainda sobram 250 arrobas ou R$ 3.500 líquidos por alqueire (R$ 1.450/hectare)”.

Dos 1.500 hectares cultivados com algodão na área de ação da Cocamar nesta safra 2006/07, cerca de 300 hectares, com a participação de 51 produtores, foram plantados dentro do projeto de incentivo da Cocamar, nos municípios de Altônia, Pérola, Cruzeiro do Oeste, Paranacity, Icaraíma, Douradinha e Tapira. Para o ano que vem o objetivo é ampliar ainda mais a área e o número de produtores. “Queremos mostrar que eles podem ganhar dinheiro com o algodão”, afirma Bira. Aos participantes do projeto, a Cocamar fornece todos os produtos necessários para o plantio e a condução da lavoura, com pagamento na colheita, mas exige a aplicação de toda tecnologia recomendada.

Um dos problemas para a sobrevivência dessa atividade tem sido, justamente, a baixa produtividade que fica entre 350 a 400 arrobas/hectare, na média. Nos últimos anos, o fator climático também prejudicou bastante os produtores, mas o custo de produção deve ser minimizado nas propriedades, com o uso de mão-de-obra familiar, segundo Bira.

A região noroeste do Paraná foi, até meados dos anos 90s, grande produtora de algodão, época em que o Estado respondia por cerca de 40% da produção nacional. Depois disso, a cultura entrou em decadência e, nos últimos anos, quase sumiu do mapa.


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