Alta do diesel amplia margens em meio a tensões globais
No caso do diesel, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD acumulou alta de 4,8%
No caso do diesel, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD acumulou alta de 4,8% - Foto: Divulgação
O mercado de combustíveis registrou movimentos distintos na última semana, com oscilações influenciadas por fatores geopolíticos e mudanças nos estoques internacionais. Segundo a StoneX, o diesel apresentou fortalecimento das margens, enquanto a gasolina manteve trajetória de enfraquecimento ao longo de 2025.
No caso do diesel, o contrato mais ativo do NY Harbor ULSD acumulou alta de 4,8% na semana passada, encerrando a sexta-feira a USD 2,2376 por galão. Em alguns momentos, os futuros chegaram a superar USD 2,28 por galão, o maior patamar desde meados de dezembro. O movimento foi sustentado principalmente pela elevação dos riscos geopolíticos, com a retomada das tensões entre Rússia e Ucrânia oferecendo novo suporte às cotações do derivado. Além disso, a leve redução dos estoques de diesel nos Estados Unidos, combinada ao forte avanço das reservas de petróleo no país, contribuiu para ampliar o diferencial entre o Heating Oil e o Brent. Ao final do período, o crack-spread atingiu USD 29,8 por barril, avanço de 13,4% na comparação semanal.
A gasolina, por sua vez, seguiu pressionada, acumulando queda de 17% em 2025, mesmo com avanço das vendas no Brasil. Na última semana, o diferencial entre o RBOB e o Brent recuou 5,2%, ficando próximo de USD 10,8 por barril. Esse movimento esteve ligado ao aumento expressivo dos estoques norte-americanos, que cresceram 8,9 milhões de barris e superaram o maior nível dos últimos cinco anos para meados de janeiro. Com o cenário de maior oferta, as cotações do combustível tiveram desempenho inferior ao do petróleo, com alta semanal de apenas 0,3%, o que resultou em novo enfraquecimento das margens de refino.