O produto foi desenvolvido no Brasil pela Universidade Federal de Lavras (MG). “A utilização da amiréia na composição da ração dos bovinos reduz os custos em cerca de 7%”, afirma o sócio-proprietário da Promais, Alexandre Calarge. O produto — uma nova versão da uréia — substitui até a utilização do farelo de soja e de algodão, produtos usados como matéria-prima de boa parte das rações para gado bovino. Segundo o fabricante, a amiréia é mais palatável e não possui risco de contaminação, quando comparado à uréia, que se consumida em volumes elevados causa intoxicação nos animais.
“Nosso produto é obtido pela extrusão da mistura de uma fonte de amido e uréia, enriquecida com enxofre.” Para a construção da fábrica, a direção da Promais investiu cerca de R$ 1 milhão. A unidade terá capacidade para produzir 3 mil toneladas. Inicialmente, apenas 70% da capacidade estarão funcionando. “Esperamos atingir a capacidade plena em 2004 .” Entre os mercados externos a serem conquistados estão os países do Mercosul. “Os embarques para aqueles mercados devem girar em torno de 10% da produção.”
O faturamento estimado pela direção da empresa com as vendas da amiréia gira em torno de R$ 300 mil no primeiro ano. Além da amiréia, a direção da Promais pretende lançar até o final deste ano, dois novos produtos: soja extrusada— utilizada na ração de suínos, aves e bovinos— e milho gelatinizado para suínos. Além disso, a Promais também prestará serviço para outras empresas, como a extrusão de grãos. Empresa mineira Promais investiu R$ 1 mi na linha de produção; meta é atender também ao Mercosul.