Análise de mercado do milho
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Imagem: Leonardo Gottems
CEEMA

Análise de mercado do milho

Exportações totais de milho pelos EUA, em 2020/21, estão estimadas em 67,3 milhões de toneladas
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As cotações do milho em Chicago registraram viés de baixa nesta semana, porém, na quinta-feira (03) houve pequena recuperação. Assim, o primeiro mês cotado fechou o dia em US$ 4,22/bushel, contra US$ 4,20 uma semana antes. Nos EUA, as vendas semanais de milho atingiram a 1,7 milhão de toneladas na  semana anterior, superando o esperado pelo mercado. Este total supera em 53% o exportado há duas semanas. No ano comercial as vendas externas somam 36,9 milhões de toneladas, superando largamente as pouco mais de 14 milhões de toneladas do mesmo período do ano anterior. As exportações totais de milho pelos EUA, em 2020/21, estão estimadas em 67,3 milhões de toneladas.

Já o efetivamente embarcado na última semana somou 890.033 toneladas, ficando dentro do esperado pelo mercado. No atual ano comercial o total embarcado soma 10,1 milhões de toneladas, contra cerca de 6 milhões um ano antes.

O mercado especula que a China venha a se tornar o maior importador mundial de milho igualmente, podendo comprar 22 milhões de toneladas em 2020/21, e chegando a 33 milhões em 2021. No Brasil, os preços estabilizaram, porém, cedendo em algumas praças, com o balcão gaúcho fechando a semana na média de R$ 79,00/saco, enquanto na região central de Santa Catarina o preço ficou em R$ 75,00/saco e no Paraná entre R$ 66,50 e R$ 67,00. Em Campo Novo do Parecis (MT) o saco do cereal igualmente ficou em R$ 66,00, enquanto em Maracaju (MS) o valor atingiu a R$ 68,00. Em Itapetininga (SP), o produto ficou em R$ 75,00/saco, enquanto o CIF Campinas (SP) atingiu a R$ 78,00. Enfim, em Jataí e Rio Verde (GO) o valor chegou a R$ 65,00/saco.

Enquanto o Rio Grande do Sul já teria perdido cerca de 70% do que havia previsto para sua atual safra de milho de verão, o retorno das chuvas evita perdas maiores nos demais Estados do Centro-Sul brasileiro. Considerando as quebras no Estado gaúcho, e também em Santa Catarina, a safra final do Brasil (verão e safrinha) deverá ficar em 112,9 milhões de toneladas, contra estimativa anterior de 116,4 milhões feitas em outubro, segundo Safras & Mercado. Já outros analistas julgam que a safra nacional total fique ao redor de 106,5 milhões de toneladas neste ano. (ARC Mercosul).

O plantio de verão estaria em 94% da área total esperada no país e a estimativa de colheita, no Centro-Sul, caiu para apenas 20,7 milhões de toneladas dadas as quebras climáticas. (cf. AgRural)

No Rio Grande do Sul, até o final de novembro, o plantio do milho de verão chegava a 83% da área, havendo atraso justamente devido ao clima seco. Neste sentido, até o dia 26/11 já havia 1.127 comunicações de ocorrência de perdas para cobertura de Proagro no Estado.

Apesar disso, os preços cederam um pouco em algumas praças nacionais porque no Sudeste e Centro-Oeste a oferta de milho cresceu, nesta semana, devido a forte redução nas exportações, diante de uma revalorização importante do Real, desde aeleição de Joe Biden para presidente dos EUA no dia 03/11. 

Quanto às exportações, o acumulado em novembro ficou em 4,9 milhões de toneladas, com a média diária sendo 5% menor do que o exportado em outubro. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 181,30 em novembro. Em sendo assim, analistas privados julgam que o ano comercial atual deverá fechar com vendas externas de milho entre 32 e 33 milhões de toneladas, deixando um volume em estoque de passagem um pouco maior do que o estimado. (cf. Rabobank) 

Enfim, na B3 os contratos de milho trabalharam com os seguintes valores durante o pregão do dia 03/12: R$ 73,50/saco para janeiro; R$ 73,60 para março; R$ 70,90 para maio; e R$ 67,31/saco para julho.


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