O plantio de milho no Rio Grande do Sul alcançou 82% da área prevista, com avanço favorecido pela elevação das temperaturas e maior disponibilidade de radiação solar. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (5), a cultura apresenta desenvolvimento satisfatório na maior parte das regiões produtoras, mas a regularidade das chuvas será determinante para confirmar as expectativas de produtividade.
A estimativa da Emater/RS-Ascar é de que a área destinada ao milho alcance 896.401 hectares, com produtividade projetada de 7.711 quilos por hectare. Apesar das condições favoráveis em boa parte do estado, o ritmo de semeadura segue condicionado ao escalonamento das operações e à prioridade dada à colheita das culturas de inverno e ao plantio de soja e arroz.
Nas lavouras já implantadas, 90% das áreas estão em desenvolvimento vegetativo, enquanto 10% atingiram a fase reprodutiva. Após um período marcado por baixa luminosidade e temperaturas reduzidas, o clima mais favorável contribuiu para a expansão foliar e o crescimento das plantas.
O dossel e as condições sanitárias das lavouras sustentam perspectivas produtivas positivas neste momento. No entanto, a consolidação desse cenário dependerá da regularidade das precipitações durante o desenvolvimento reprodutivo.
O manejo fitossanitário continua entre os pontos de atenção dos produtores gaúchos. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a cigarrinha-do-milho permanece sob monitoramento, embora algumas regiões apresentem redução nas capturas registradas pelas armadilhas.
Também há ocorrências de bacterioses e doenças fúngicas, principalmente em lavouras submetidas a condições de elevada umidade. O acompanhamento das áreas e a adoção de medidas de manejo têm sido importantes para reduzir os riscos fitossanitários durante o desenvolvimento da cultura.
Na região administrativa de Bagé, as lavouras respondem bem à elevação das temperaturas e ao aumento da incidência de radiação solar. Os produtores realizam o manejo de plantas daninhas e a adubação nitrogenada em cobertura.
Em São Borja, Maçambará e Santa Margarida do Sul, o monitoramento identificou a presença de cigarrinha-do-milho, especialmente nas lavouras que ainda não atingiram dez folhas expandidas. Na Campanha, a semeadura deverá começar nos próximos dias, conforme o calendário regional mais tardio.
O andamento da semeadura varia entre as regiões produtoras. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, algumas áreas estão próximas da conclusão do plantio, enquanto outras seguem em ritmo mais lento, de acordo com o calendário regional e as condições de implantação.
Em Frederico Westphalen, a semeadura foi finalizada. Do total das lavouras, 97% estão em estádios vegetativos e 3% em florescimento. O excesso de chuvas comprometeu a eficiência da adubação nitrogenada, enquanto a bacteriose se mantém como a principal preocupação fitossanitária.
O monitoramento nessa região indica baixa infestação de percevejos e cigarrinha-do-milho. Também prosseguiram as aplicações de fungicidas para o controle de doenças e a adubação em cobertura.
Na região de Ijuí, o plantio alcançou 95% da área prevista. As lavouras apresentam evolução vegetativa satisfatória, com emissão de novas folhas e alongamento dos entrenós. No período, foram realizados tratamentos fitossanitários, com destaque para aplicações aéreas de fungicidas preventivos.
Em Passo Fundo, a semeadura também chegou a 95% da área projetada. As lavouras estão predominantemente em germinação e no início do desenvolvimento vegetativo, enquanto as áreas mais precoces já receberam adubação nitrogenada em cobertura.
Na região de Santa Rosa, 90% da área prevista foi semeada. Entre as lavouras implantadas, 87% estão em desenvolvimento vegetativo, 12% na fase reprodutiva e 1% em enchimento de grãos.
A adubação nitrogenada em cobertura está praticamente concluída, assim como o controle de plantas daninhas em pós-emergência. As primeiras lavouras avançam para a formação de espigas, e o quadro fitotécnico permanece favorável.
Apesar disso, ocorrências localizadas de bacterioses e sintomas de doenças foliares têm motivado aplicações de fungicidas e a continuidade do acompanhamento fitossanitário.
Na região administrativa de Caxias do Sul, as lavouras apresentam bom estabelecimento inicial e estão predominantemente nas fases de germinação e desenvolvimento vegetativo. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a baixa soma térmica e a menor atividade fotossintética, associadas às temperaturas baixas e à luminosidade limitada em parte do período, retardaram o crescimento das plantas. Mesmo com esse atraso, as condições de implantação foram consideradas favoráveis.
Nas regiões de Pelotas e Santa Maria, a semeadura alcançou 12% e 50% das áreas previstas, respectivamente. As lavouras apresentam bom estabelecimento, com estandes adequados e plantas bem formadas.
Em Soledade, a área semeada corresponde a 66% do total previsto. Os plantios mais precoces foram concluídos, assim como a implantação pontual de áreas intermediárias.
Na região, continuam as aplicações de nitrogênio em cobertura, incluindo a segunda aplicação em parte das lavouras. Também prosseguem os tratamentos para controle da cigarrinha-do-milho.
O cenário estadual combina avanço da semeadura, recuperação do crescimento das plantas com a melhora das condições climáticas e atenção aos problemas fitossanitários. A manutenção das condições favoráveis e a distribuição regular das chuvas durante as próximas etapas serão importantes para sustentar o potencial produtivo da safra gaúcha.