Análise de mercado do trigo
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Imagem: Pixabay
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Análise de mercado do trigo

As cotações do trigo em Chicago cederam nestes primeiros dias de dezembro
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As cotações do trigo em Chicago cederam nestes primeiros dias de dezembro, com o primeiro mês cotado fechando a quinta-feira (03) em US$ 5,71/bushel, após US$ 5,88 uma semana antes. As condições das lavouras de trigo de inverno nos EUA, até o dia 29/11, se apresentavam com 18% entre ruins a muito ruins, 36% regulares e 46% entre boas a excelentes.

Ao mesmo tempo, as exportações do cereal, por parte dos EUA, fecharam a semana do 19/11 em 795.700 toneladas, ficando acima das expectativas do mercado, sendo a China o maior comprador. Mesmo assim, as cotações perderam fôlego durante a semana, diante de um mercado mundial com oferta adequada na projeção para 2021.

Já no Brasil, a colheita do cereal está encerrada, com quebras importantes confirmadas devido as geadas de agosto, chuvas e granizo até o início de setembro. Além disso, em muitas lavouras, o clima seco da primavera prejudicou a produtividade. Entretanto, este clima seco ajudou na qualidade do produto colhido, com um grande volume registrando PH acima de 78, e consolidando o cereal como trigo-pão. 

A semana terminou com os compradores de trigo se afastando do mercado líquido nacional, forçando recuo nos preços médios a partir de uma revalorização do Real que torna mais barata as importações. Assim, na última semana de novembro, no mercado disponível (negociação entre empresas) o preço no mercado gaúcho recuou 5,7%, com a tonelada fechando o mês em R$ 1.300,95 (R$ 78,05/saco), e no mercado paranaense em R$ 1.334,17 (R$ 80,05/saco). Já a média dos preços pagos no balcão gaúcho veio para R$ 72,31/saco, com perda de um real por saco na semana, enquanto no Paraná tais preços ficaram entre R$ 69,00 e R$ 70,00, perdendo entre cinco e seis reais por saco em relação a semana anterior.

Em o câmbio ficando nesta tendência de revalorização do Real, os preços futuros do trigo continuarão a sofrer pressão baixista nos próximos 60 dias devido aos efeitos da nova safra, mesmo reduzida pelos problemas climáticos. 


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