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Analistas veem cautela no mercado cambial

No Brasil, os dados do mercado de trabalho trouxeram sinais divergentes


No Brasil, os dados do mercado de trabalho trouxeram sinais divergentes No Brasil, os dados do mercado de trabalho trouxeram sinais divergentes - Foto: Canva

O mercado de câmbio entra na nova semana atento a uma combinação de fatores internos e externos que devem influenciar a formação dos preços, como a divulgação do payroll nos Estados Unidos, a ata do Copom, a paralisação do governo americano, preocupações geopolíticas e a decisão de política monetária do Banco Central Europeu. Segundo análise da StoneX, esses elementos se somam a eventos recentes que ajudaram a moldar o comportamento do dólar e das moedas emergentes.

Na última semana, tanto o Comitê de Política Monetária quanto o Federal Reserve optaram por manter inalteradas suas taxas básicas de juros. No Brasil, a Selic permaneceu em 15,00% pela sexta reunião consecutiva, enquanto nos Estados Unidos a taxa seguiu no intervalo de 3,50% a 3,75% ao ano, marcando o encerramento de um ciclo de três cortes promovido pela autoridade monetária americana. As decisões reforçaram a cautela dos mercados diante do cenário inflacionário e da atividade econômica.

O ambiente externo ganhou novos contornos após o presidente Donald Trump indicar Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, sucedendo Jerome Powell. Warsh é associado a uma postura monetária mais restritiva durante a crise de 2008, embora mais recentemente tenha defendido cortes de juros. A indicação contribuiu para o fortalecimento do dólar em escala global, refletindo ajustes nas expectativas dos investidores quanto à condução da política monetária nos Estados Unidos.

No Brasil, os dados do mercado de trabalho trouxeram sinais divergentes. As informações do Caged mostraram a criação de 1,28 milhão de empregos formais ao longo de 2025, o pior desempenho desde a pandemia de 2020. Por outro lado, a Pnad indicou que a taxa média de desemprego fechou o ano em 5,6%, a menor média anual da série histórica. Esse quadro misto tende a reduzir as apostas por novos cortes de juros já na reunião de março do Copom, adicionando mais um fator de incerteza ao mercado de câmbio.
 

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