Analistas veem estabilidade em proteção de cultivos
O acompanhamento é contínuo e feito de forma semanal
O acompanhamento é contínuo e feito de forma semanal - Foto: Divulgação
O mercado brasileiro de defensivos agrícolas segue fortemente influenciado pelo cenário internacional, especialmente pela dinâmica de oferta e preços de matérias primas e produtos formulados. Segundo Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, a China tem papel central nesse contexto, por ser hoje a maior fornecedora em números absolutos de princípios ativos e de alguns fertilizantes utilizados no país.
Acompanhando o comportamento do mercado chinês, o balanço entre janeiro e dezembro mostra elevação de preços em alguns herbicidas relevantes, como cletodim, glifosato e 2,4-D. Apesar dessas altas pontuais no acumulado de 12 meses, o cenário não permite afirmar que exista uma tendência sustentada de valorização. O acompanhamento é contínuo e feito de forma semanal, e o recorte apresentado reflete apenas o desempenho do último ano.
Para o ciclo 2026/27, a avaliação é de que não devem ocorrer mudanças significativas no segmento de proteção de cultivos. As contas do setor têm permanecido equilibradas, sem grandes pressões adicionais do lado da oferta ou da demanda. Esse equilíbrio contribui para um ambiente mais previsível, ainda que sujeito a ajustes pontuais conforme o avanço das negociações.
No andamento do mercado, ainda há espaço relevante para comercialização, com cerca de 35 por cento do mercado de defensivos do milho safrinha por ser negociado. A leitura predominante dos últimos anos aponta para um modelo de aquisição mais ajustado ao tempo de necessidade, com decisões tomadas de forma mais próxima ao uso efetivo dos produtos, em vez de estratégias de formação antecipada de estoques. A expectativa é de continuidade desse comportamento, com monitoramento constante das condições de mercado e dos fluxos internacionais ao longo de 2026.