Apicultores se reúnem em Bom Princípio/RS para criar associação regional

Agronegócio

Apicultores se reúnem em Bom Princípio/RS para criar associação regional

Alternativas para a comercialização da produção de mel do Vale do Caí são o tema de um encontro marcado para esta quinta-feira
Por: -Janice
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Alternativas para a comercialização da produção de mel do Vale do Caí são o tema de um encontro marcado para esta quinta-feira (25), no Centro de Eventos de Bom Princípio, que fica dentro do Parque Municipal A reunião começa às 19h30 e deverá ter como resultado a criação da Associação de Apicultores do Vale do Caí.

Além dos criadores bom-principienses de abelhas e da Associação de Apicultores de São Sebastião do Caí (Apicaí), o encontro conta com apoio de prefeituras, sindicatos rurais e escritórios da Emater na região. Segundo o secretário municipal de Agricultura de Bom Princípio, Luis André Steffen, a estratégia é montar um entreposto de mel para o atacado e um ponto de venda junto à RS-122 para comercialização direta aos consumidores.

Steffen explica que a principal vantagem da associação é a possibilidade dos produtores contarem com registro em órgãos de inspeção federal e licenças para produtos de origem animal e vegetal. “Condição indispensável para a comercialização de mel para fora do município.”

O secretário, que integra a comissão que articula a criação da entidade dos apicultores, diz que a primeira tarefa do grupo, a partir de amanhã, será levantar dados precisos sobre a produção regional. “Para o entreposto ser viável comercialmente, é necessário um volume de 15 mil quilos de mel por ano”, revela Steffen. Segundo o IBGE, a produção regional seria de 32 toneladas anuais.

EXPECTATIVAS

Para o presidente da Apicaí, Luiz Lorscheiter, a criação de uma associação regional deverá animar inclusive os apicultores caienses que não integram a entidade do município. ”Temos 37 associados em Caí, mas estimamos que haja cerca de 70 apicultores no município.” A produção da Apicaí hoje gira em torno de quatro toneladas anuais de mel. “Com a possibilidade de abertura de mercado, acreditamos que a adesão à iniciativa será total”, completa Lorscheiter. Aos 70 anos de idade, dos quais 40 envolvido com criação de abelhas, o presidente cuida hoje de 60 colméias, que rendem 800 quilos de mel ao ano. “Mas a venda á mais para uma clientela de vizinhos e conhecidos.” Justamente pelas restrições da falta de certificação.



Em Bom Princípio, o agricultor Evaldo Gossler, 55, hoje orienta os filhos Anderson, 27, e Leandro, 31, na arte que vem desde a época de seu avô. “Dizem que os Gossler já têm mel no sangue”, brinca. Produtores de hortigranjeiros, a família tem na apicultura uma renda extra. Por ano, eles chegam comercializar 2,5 mil quilos do produto. O que deve aumentar, caso eles possam ampliar o mercado para fora do município. “Vai ser muito bom para toda a região”, arremata Gossler. As informações são da assessoria de imprensa da Associação dos Apicultores do Vale do Caí.


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