Área com algodão no Brasil deve subir a 1 mi de hectares
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Agronegócio

Área com algodão no Brasil deve subir a 1 mi de hectares

País tem hoje 830 mil hectares e cerca de 70% do plantio da temporada já está colhido
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A área de algodão no Brasil para a safra 2010/2011 será ampliada e deverá ficar entre 950 mil hectares e 1 milhão de hectares, segundo especialistas do setor. Atualmente, o País tem 830 mil hectares e cerca de 70% do plantio da temporada 2009/2010 já está colhido. Deste ciclo, uma média de 600 mil toneladas da fibra estão com contratos acertados com os mercados externo e interno.

As informações foram divulgadas, nesta quinta-feira (12), durante o 16º Clube da Fibra, no Rio de Janeiro, organizado pela empresa norte-americana FMC Agricultural Products, que tem market share de 23% no Brasil. O evento reuniu os principais produtores do País (quase 80% da classe).

Haroldo Rodrigues da Cunha, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), um dos presentes na ocasião, disse que as primeiras estimativas do setor apontavam para um aumento de área para 1 milhão de hectares. "Agora, será um pouco menos, aproximadamente 950 mil hectares, embora a decisão final só saia em outubro. O clima não favoreceu e houve quebra da cultura na atual safra", afirmou. Para 2011, Cunha acredita que o mercado interno será forte e promissor.

Otimista, a FMC espera que a ampliação na área de plantio nacional seja de 1 milhão de hectares. A aposta, segundo Carlos Alberto Baptista, diretor de Vendas Diretas da FMC, se baseia em um tripé: os contratos já fechados, cerca de 400 mil toneladas, com o mercado internacional; o atual bom momento da commodity e os estoques de passagem, que já estão praticamente esgotados. "O consumo brasileiro de algodão é de 900 mil toneladas", diz.

Walter Yukio Horita, presidente da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e proprietário rural, já tem algodão negociado para 2012 e contou que depois que é feito o negócio, não há possibilidade de corrigir os preços. Na ocasião, o setor discutiu a possibilidade de não antecipar vendas de algodão.

Horita falou que o custo médio de produção por hectare, no oeste da Bahia, é de R$ 4 mil. Na região, o agricultor tem, em média, 1 mil hectares para o plantio, e destaca o equilíbrio entre as culturas do oeste da Bahia, como preço, rentabilidade e custo de produção. "Para a safra 2010/2011, o cenário será positivo tanto para o grão quanto para a fibra. A rentabilidade do produtor de algodão deverá ficar entre 25% e 30%", afirmou. Horita estima que, em sua propriedade para a próxima temporada, o plantio será de 22 mil hectares da cultura. A safra 2009/2010 será de 260 mil hectares no oeste da Bahia, enquanto no ciclo 2009/2010 será de 300 mil toneladas. "A Bahia representa entre 20% e 24%, com o agronegócio, no Produto Interno Bruto [PIB]."

Durante o evento, Cunha destacou o Better Cotton Initiativei (BCI) - organização internacional formada por várias empresas e ONGs. O objetivo da BCI é definir um novo tipo de cultivo mundial de algodão e promover melhorias quanto ao impacto ambiental e social nas lavouras para torná-las sustentáveis. A entidade já trabalha com um algodão melhor na Índia, Mali e Paquistão. A BCI tem como critérios a serem atendidos: proteção de plantas, água, solos, habitat e qualidade de fibras. Cunha disse que, no Brasil, o projeto é estudado desde 2006. "Começará na próxima safra, com cinco projetos pilotos, e veremos os impactos em regiões, como o norte de Minas Gerais [agricultura familiar], o sudoeste da Bahia [agricultura familiar], Bahia [agricultura familiar], Goiás [agricultura familiar] e o Mato Grosso [agricultura familiar]", explicou.

FMC

Segundo Antônio Carlos Zem, diretor presidente da FMC América Latina, a multinacional, que atua com defensivos agrícolas, espera faturar, em 2010, cerca de US$ 500 milhões no Brasil em cima dos gastos do mercado brasileiro de agronegócios, que será de US$ 7 bilhões. Para 2014, Baptista prevê que o mercado brasileiro gaste com defensivos agrícolas US$ 9,5 bilhões e, com isso, acredita que a multinacional possa faturar US$ 1 bilhão. Em 2009, os gastos do mercado com defensivos foi de US$ 6,2 bilhões, e a empresa faturou US$ 420 milhões. Os executivos também apresentaram as projeções de vendas do mercado agrícola do País, em 2010: US$ 1 bilhão.


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