Área com transgênicos será 20,9% na próxima safra
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Agronegócio

Área com transgênicos será 20,9% na próxima safra

Milho com tecnologias de genes combinados avança
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Céleres aponta que lavouras geneticamente modificadas devem ocupar 31,8 milhões de hectares na safra 2011/12; milho com tecnologias de genes combinados avança
 
A área semeada com variedades transgênicas na safra 2011/12 será 20,9% maior do que na última safra, de acordo como o 2º acompanhamento da adoção de biotecnologia na safra 2011/12, divulgado nesta segunda-feira (05) pela Céleres. Segundo a previsão da consultoria especializada em economia agrícola, lavouras com soja, milho e algodão transgênicos devem somar 31,8 milhões de hectares durante esse ciclo – no recorde de adoção de biotecnologia na agricultura nacional.
 
O levantamento considera o cenário recente favorável durante o período de decisão do que plantar e do início do plantio, e supera até mesmo as previsões iniciais da própria Céleres, que em agosto estimava em 30,5 milhões de hectares a área ocupada por lavouras transgênicas no ciclo atual. “Esse aumento é reflexo do bom momento do agronegócio brasileiro e da maior confiança que o produtor tem para apostar em variedades transgênicas com garantia de rentabilidade”, explica Anderson Galvão, sócio-diretor da Céleres e coordenador do estudo.
 
A soja continua respondendo pela maior parte dessa área: serão 21,4 milhões de hectares cultivados com variedades geneticamente modificadas (GM) na safra, um aumento de 16,7% em relação à safra anterior. E a região Centro-Oeste segue na liderança nacional na produção de soja transgênica, responsável por 42,7% dessa área (9,1 milhões de hectares). A região Sul vem logo em seguida, com 40,4% da área total (8,7 milhões de hectares).
 
A área com algodão GM também será maior e deve atingir 469 mil hectares, um aumento de 32,2% sobre a safra anterior. Também nesse caso a região Centro-Oeste lidera, com 54,6% da área total de algodão com biotecnologia (256 mil hectares).
 
Milho: variedades com tecnologias de genes combinados avançam rápido
 
No caso do milho, o acompanhamento leva em consideração tanto a safra verão, que deve ser plantado entre novembro/2011 e janeiro/2012, quanto a safra inverno, cujos trabalhos devem ter início apenas a partir de março. Os números dessa última ainda não estão definidos, mas Galvão acredita que a tendência também é de aumento expressivo. Na soma das duas safras, dois terços (67,3%) da área total plantada com milho no Brasil serão ocupados por híbridos GM, num total de 9,9 milhões de hectares – um aumento de 32% ou em relação ao período 2010/11.
 
A safra verão deve ocupar 4,9 milhões de hectares, ou 45,4% dos espaços totais ocupados pelo milho, o que representa 1,5 milhão de hectares a mais do que na safra verão 2010/11. A região Sul ainda concentra a maior parte dessas lavouras de milho transgênico, com 2,2 milhões de hectares (43,9% da área com milho GM), seguida pela região Sudeste, com 1,4 milhões de hectares ou 29,9% da área de lavouras de híbridos com biotecnologia.
 
De acordo com a Céleres, a novidade no caso do milho transgênico é a rápida adoção de variedades com tecnologias de genes combinados (ou stack genes, híbridos com resistência a insetos e tolerância a herbicidas), que começaram a ser comercializadas esse ano. Os híbridos resistentes a insetos (RI) ainda lideram e devem ocupar 4,9 milhões de hectares, mas as variedades com genes combinados, com previsão de ocupar 4,4 milhões de hectares em 2011/12, já deverão ser maioria nas lavouras nos ciclos seguintes, tanto na safra inverno 2011/12 quanto no total 2012/13.
 
Para Galvão, vale ainda destacar que praticamente não existem restrições comerciais ao cultivo de milho geneticamente modificado. “A dispersão geográfica na adoção de biotecnologia na milhocultura evidencia essa tendência”, observa. Por outro lado, o estudo aponta que a adoção é menor nas regiões Norte e Nordeste, o que mostra certo desequilíbrio tecnológico entre os produtores. “Ainda precisamos de políticas públicas que facilitem o acesso à biotecnologia para pequenos produtores dessas regiões, destacando o potencial de melhoria de renda”, completa o sócio-diretor da Céleres.
 
Um terceiro acompanhamento da adoção da biotecnologia para essa safra está previsto para abril. A íntegra do estudo está disponível aqui:http://www.celeres.com.br/1/RelBiotecBrasil_1103.pdf

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