Armazenagem está garantida para o RS
Cesa está com 50% da capacidade estática utilizada, mas previsão é de lotação nos próximos dias
Nos próximos dias, as 23 unidades da Companhia Estadual de Silos e Armazéns (Cesa) deverão estar totalmente ocupadas com a safra de grãos gaúcha. Hoje, o percentual é próximo dos 50% da capacidade total estática de 621,5 mil toneladas, mas o diretor-presidente da companhia, Paulo Roberto Maffessoni, informa que os espaços estão sendo ocupados rapidamente. Em março, a Cesa registrou o maior faturamento dos últimos dez anos em prestação de serviços, de R$ 2,7 milhões. O cenário leva o dirigente a acreditar que está afastada por completo a idéia de privatização.
A capacidade estática da Cesa de armazenagem corresponde a mais de 5% da produção gaúcha. Mas é provável que pelos silos da companhia passe um percentual maior que esse, pois há rotatividade de mercadorias. Nos últimos quatro anos, a Cesa investiu R$ 3 milhões de recursos próprios na ampliação em 30 mil toneladas da capacidade. "A rede está recuperada e credenciada pela Conab", afirma Maffessoni.
Entre as unidades recuperadas está a de Cruz Alta, que estava danificada desde 1997. Em Passo Fundo, a capacidade foi ampliada de 18 mil toneladas para 40 mil t. Mas ainda há pontos de estrangulamento, como Camaquã, Passo Fundo e Erechim. "Se duplicarmos a capacidade ainda assim teremos procura", afirma. O plano é elaborar um projeto para carga e descarga de barcos em Rio Grande. Conforme o dirigente, há três grupos interessados. A unidade tem capacidade para 51,5 mil t.
Maffessoni informou que não foi procurado pelos integrantes do novo governo para conversar e, por isso, acredita que deverá deixar o cargo em breve. Para quem ficar em seu lugar, alerta: "É necessário modernizar a companhia e, há mais de 20 anos, não há concurso público".