CI

Aumento na produção de etanol não prejudica o meio ambiente

A afirmação é do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes


“O Brasil tem condições de aumentar a produção de etanol, respeitando todas as condições socioeconômicas e ambientais”. A afirmação é do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes e foi feita nesta quarta-feira (18-04) durante audiência na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária, no Senado. Stephanes explicou que o Brasil utiliza cerca de 50 milhões de hectares para produzir grãos e apenas 10% disso é usado para o plantio de cana-de-açúcar. “Existem, ainda, mais de 150 milhões de hectares de pastagens, 50 milhões dos quais considerados áreas degradadas que podem ser usados, em parte, para o cultivo da cana”.

Segundo o ministro, a euforia do etanol não deve atropelar as estratégias para o crescimento do setor no Brasil. “Temos 350 usinas processadoras de cana-de-açúcar em operação. Cinqüenta em fase de implantação e mais 57 em consulta. Com o aumento da produção, a área deve crescer de 10% a 15% ao ano”. Stephanes disse que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), vinculada a Ministério da Agricultura, estuda mecanismos para que o crescimento ocorra de forma ordenada e seguindo critérios ambientais.“Além disso, a Embrapa quer criar uma certificação para os produtores de álcool, considerada fundamental para atingirmos novos mercados de exportação.”

Durante a audiência, o ex-ministro da Agricultura e atual coordenador da Comissão Interamericana do Etanol, Roberto Rodrigues, elencou os gargalos para a produção de etanol no País. “Para o Brasil manter a liderança mundial no setor precisa investir em pesquisa, recursos humanos, logística, infra-estrutura, e mão-de-obra”, disse Rodrigues, alertando que os Estados Unidos investirá este ano US$ 1,6 bilhão em pesquisas de agroenergia. “Se esse investimento durar cinco anos, perderemos a liderança na tecnologia do etanol ”, alertou.

Para evitar que isso ocorra, Rodrigues defendeu a criação de uma Secretaria Especial de Agroenergia, formada por representantes do setor público e privado. “Precisamos de uma estratégia público-privada que permita um crescimento equilibrado, harmonioso e que concentre a demanda mundial.” Rodrigues também defendeu um zoneamento agroecológico que garanta a sustentabilidade da produção. A idéia é disponibilizar programas de financiamento oficial aos produtores que seguirem as normas do zoneamento.

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

edd56a5e-f4cc-40e0-b7c7-d212c6992f97