Aumentou a participação do agronegócio nas exportações

Agronegócio

Aumentou a participação do agronegócio nas exportações

As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 3,49 bilhões no primeiro semestre de 2016, resultando em uma queda de 4,8% no período.
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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 3,49 bilhões no primeiro semestre de 2016, resultando em uma queda de 4,8% no período. Em volume, foi verificada alta de 28,9%, com o embarque de 4,79 milhões de toneladas de produto oriundo da atividade agropecuária.
 
Apesar da redução no faturamento, a participação do agronegócio nas exportações totais do Estado cresceu, passando de uma representatividade de 33,3%, no primeiro semestre de 2015, para 34,8%. O setor também é responsável por 48,76% do saldo da balança comercial de Minas. Os dados são da Seapa (Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).
 
Entre janeiro e junho, as importações do setor agropecuário cresceram 2,14% em faturamento e 14,29% em volume, que ficaram em US$ 234,4 milhões e 196,4 mil toneladas, respectivamente. Com o resultado, a balança comercial do agronegócio de Minas Gerais gerou um superávit de US$ 3,2 bilhões, valor 5,24% inferior ao obtido em igual período do ano anterior. O saldo em volume foi de 4,57 milhões de toneladas, alta de 26,63%.
 
O superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, destaca que o saldo gerado pelo agronegócio é significativo para o Estado, respondendo por 48,76% do superávit total, que ficou em US$ 6,67 bilhões.
 
“O que podemos destacar de positivo é o aumento da participação dos produtos do agronegócio na pauta exportadora do Estado, que atingiu 34,8% das exportações totais. Outro fator é que estamos com um saldo positivo na balança do setor de US$ 3,2 bilhões. Se olharmos o saldo total das exportações de Minas, metade do valor é proveniente do agronegócio. Isto mostrando a importância do setor no atual momento econômico”.
 
De acordo com o levantamento da Seapa, as exportações de café, principal produto da pauta exportadora do agronegócio, recuaram expressivos 19% no faturamento, encerrando o primeiro semestre com US$ 1,5 bilhão, ante o valor de US$ 1,86 bilhão.
 
A retração no faturamento ocorreu devido ao menor preço pago pela tonelada do grão. Enquanto o preço médio praticado ao longo dos primeiros seis meses de 2015 foi de US$ 3,32 mil, neste ano, o valor recuou para US$ 2,49, valor 25% menor. Em volume, as exportações de café cresceram 6,9%, com a destinação de 604 mil toneladas do produto ao mercado internacional.
 
Segundo Albanez, com a queda no faturamento, a participação do café na pauta exportadora do agronegócio ficou abaixo de 50%. Entre janeiro e junho o produto foi responsável por 43,2% dos embarques do setor.
 
“Observamos a redução da participação do café ao longo do primeiro semestre. Em contrapartida, houve crescimento do complexo soja”, disse Albanez.
 
As exportações do complexo soja responderam por 20,1% dos embarques totais do agronegócio mineiro. Antes a representatividade ficava em torno de 15%. O faturamento, US$ 703 milhões, cresceu 22,6%. O volume destinado ao mercado internacional foi ampliado em 36,2%, somando 1,9 milhão de toneladas comercializadas.
 
“A valorização do dólar fez com que os embarques ficassem mais atraentes. Além disso, houve queda na produção americana e argentina de soja, fazendo com que a China entrasse no mercado, abrindo oportunidade de ampliação das exportações de Minas Gerais”, comentou o representante da Seapa.
 
Somente a soja em grão movimentou US$ 663 milhões com a exportação de 1,85 milhão de toneladas, variação positiva de 29,2% e 41%, respectivamente.
 
Carnes
 
As exportações do grupo das carnes cresceram 6,7% em valor e 16,1% em volume, movimentando US$ 407,9 milhões com a exportação de 192,5 mil toneladas.
 
O volume de carne bovina exportada aumentou 18,6% sendo destinadas ao mercado internacional 52,6 mil toneladas. O faturamento ficou em US$ 198,8, alta de 11,5%.
 
O desempenho da carne suína também foi positivo. Foram exportadas 11 mil toneladas do produto, o que gerou receita de US$ 18,8 milhões, alta de 73,5% e 36,2%, respectivamente.
 
Destaque também para as negociações de carne de peru. Os dados mostram um avanço de 4,3% em faturamento, US$ 22,6 milhões, e de 1,3% em volume, 9 mil toneladas.
 
Já o faturamento dos embarques de carne de frango recuaram 0,9% com a movimentação de US$ 158,3 milhões. Ao todo foram 115,8 mil toneladas de carne de frango exportada, variação positiva de 12,7%.
 
Preço das hortaliças caiu 9,1% e, das frutas, 12,4%
 
O preço médio das hortaliças (legumes e verduras) caiu 9,1% em junho no comparativo com maio, no atacado do entreposto de Contagem da CeasaMinas. Já a redução do preço das frutas foi de 12,4%. Os preços menores foram influenciados, em geral, pela queda na demanda de alguns produtos, em razão de temperaturas mais baixas. Na trajetória inversa, o preço de ovos ficou 13,2% maior, como resultado, entre outros fatores, do consumo mais elevado.
 
Os produtos que mais contribuíram para a redução do preço médio do grupo das hortaliças foram a cebola, com queda de 40,8%; cenoura (-34,9%); moranga (-22,6%); couve-flor (-22%) e repolho (-4,6%). A queda expressiva do preço da cebola foi influencia pela menor participação da variedade importada, principalmente da Argentina, o que foi acompanhado pelo aumento da oferta nacional.
 
Entre as hortaliças com altas de preços, estão a abobrinha italiana (36,8%); pepino (10,6%); milho verde (8,2%); berinjela (7,1%) e chuchu (3,1%). Os aumentos, de forma geral, estão ligados ao desenvolvimento mais lento desses produtos na lavoura, por causa das temperaturas mais baixas, o que acabou reduzindo a oferta no entreposto. A maior procura de compradores de estados como São Paulo e os da Região Sul do País também acabou pressionando o preço dessas hortaliças.
 
Frutas
 
Entre as frutas, os produtos que mais contribuíram para a redução geral do grupo foram os mamões formosa, que ficou 43,2% mais barato, e o havaí (-42,7%). Também caíram de preço a banana prata (-28,8%); a tangerina ponkan (-16,3%); o melão (-15,3%); e a  melancia (-3,8%).
 
Das frutas que apresentam altas de preços, os destaques foram o abacate (24,8%); banana nanica (22,6%); goiaba (14,1%) e maçã (6,2%).
 
O consumidor pode ficar atento à situação da banana nanica, pois, apesar de a fruta ter ficado com o preço maior que em maio, sendo cotada a R$ 1,14/kg no atacado, ainda é uma boa alternativa à variedade prata (R$ 1,66/kg).
 
Também servem como dicas de consumo com bons preços para o consumidor em julho as verduras em geral, além de beterraba, mandioca, tomate, abacaxi, laranja e limão tahiti. 
 
Receita do setor de milho cresceu 1.141%
 
O milho foi outro produto que manteve o desempenho favorável no semestre.O cereal acumula alta de 1.141% em faturamento, US$ 21,48 milhões, e de 1.242% em volume, com a exportação de 120,21 mil toneladas.
 
Segundo Albanez, com a quebra de safra e os preços atraentes no mercado interno, as exportações de milho perderam ritmo em maio e junho, o que favorece os produtores de proteína animal que dependem do cereal para manter a produção e estavam trabalhando a custos muito elevados em função da escassez do cereal.
 
“O milho apresentou um crescimento expressivo de volume até abril, mas em maio e junho as exportações ocorreram de forma pouco significativa em Minas Gerais. O interessante é que o País também não exportou em maio e junho. Isto devido aos preços no mercado interno, que estão mais atrativos, e à demanda aquecida”.
 
De acordo com os dados do Mdic (Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), em junho, Minas Gerais não exportou milho. O último mês que registrou negócios com o mercado internacional foi maio, quando foram embarcados 120 quilos do produto. Em abril foram feitas as últimas exportações de volumes significativos. No mês foram movimentados US$ 1,4 milhão, com o embarque de 4,23 mil toneladas do cereal.

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