Automação e dados ganham espaço no campo em 2025
“Hoje, cada máquina é um centro de diagnóstico em tempo real"
“Hoje, cada máquina é um centro de diagnóstico em tempo real" - Foto: Pixabay
A evolução tecnológica das máquinas agrícolas consolidou 2025 como um ano de avanço na eficiência das operações no campo. Diante de janelas de trabalho mais curtas e maior necessidade de controle dos custos, produtores brasileiros passaram a priorizar soluções que ampliam a precisão, a produtividade e a sustentabilidade das atividades. A incorporação de Inteligência Artificial e automação aos equipamentos se destacou como um dos principais vetores desse movimento.
Sistemas embarcados em tratores, plantadeiras, pulverizadores e colheitadeiras passaram a orientar decisões com base em dados gerados em tempo real, permitindo melhor uso de insumos e maior previsibilidade operacional. De acordo com Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, o produtor está cada vez mais apoiado por informações qualificadas e busca tecnologias capazes de reduzir desperdícios e ampliar o controle das operações.
“Hoje, cada máquina é um centro de diagnóstico em tempo real. Isso significa menos desperdício, mais produtividade e decisões embasadas em informações qualificadas”, afirma.
Entre as soluções que ganharam espaço ao longo do ano estão os sensores integrados para monitoramento da saúde do solo e das plantas, que acompanham indicadores como umidade, compactação e estresse hídrico. A pulverização de alta precisão avançou com sistemas seletivos, câmeras embarcadas e apoio de estações meteorológicas, reduzindo perdas por deriva e o volume de defensivos aplicados. A automação e a condução assistida evoluíram com piloto automático, telemetria e painéis integrados, garantindo operações mais contínuas e seguras.
A conectividade das máquinas permitiu o acompanhamento remoto da lavoura e da frota, contribuindo para menor consumo de combustível, antecipação de falhas e melhor gestão dos equipamentos. Na colheita de grãos, sensores de produtividade e ajustes automáticos geraram mapas detalhados das áreas, enquanto a fenação contou com equipamentos mais automatizados, assegurando maior rendimento operacional e qualidade do produto final.