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Avanço genético traz tolerância ao pulgão no sorgo brasileiro

Safra brasileira de sorgo em 2025 deve alcançar 5,2 milhões de toneladas


Foto: Pixabay

A Corteva Agriscience lança no Brasil a tecnologia Protector®. A nova tecnologia oferecerá híbridos de sorgo com tolerância a uma das pragas que mais afetam essa cultura: o pulgão-amarelo-do-sorgo. A solução estará disponível comercialmente nas marcas Pioneer® e Brevant®, ampliando as opções para os produtores já na próxima safra (2026/27).

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra brasileira de sorgo em 2025 deve alcançar 5,2 milhões de toneladas, um aumento de 31% em relação ao ano anterior. Atualmente, o cereal ocupa a quinta posição entre os mais produzidos no mundo, com o Brasil figurando como o oitavo maior produtor. A demanda de usinas de etanol e a abertura de mercado com a China devem expandir ainda mais o cultivo de sorgo no país nos próximos anos.

A tecnologia Protector® é a marca global exclusiva da Corteva que identifica híbridos com tolerância a determinadas pragas e doenças. Na prática, trata-se de um melhoramento genético não transgênico que ativa genes nativos presentes no genoma da planta. A marca já é utilizada em diferentes países e culturas pelo mundo, como México e Estados Unidos.

“No Brasil, a tecnologia Protector® estará disponível inicialmente para o sorgo, trazendo grandes vantagens no controle de pulgões. Somos líderes no negócio de sorgo no país, e esse lançamento mostra que acompanhamos estrategicamente as necessidades dos produtores para um manejo eficaz de pragas”, explica Felipe Lucio, Líder de Portfólio de Milho e Sorgo da Corteva no Brasil.

Por ser uma cultura mais tolerante ao estresse hídrico, o sorgo – tanto para grão quanto para forragem – tem sido usado como alternativa ao milho safrinha, pois possui uma janela de plantio mais ampliada para biomas como o Cerrado e serve como alimento animal e matéria-prima para bioenergia e produção de etanol. Por isso, o manejo integrado de pragas realizado de forma correta e apoiado por tecnologia é essencial.

Segundo Felipe Lucio, o pulgão-amarelo-do-sorgo é uma das principais pragas que afetam a cultura e exige atenção dos agricultores. Sua presença causa danos diretos pela sucção da seiva da planta e danos indiretos por ser um vetor importante de doenças virais, como o mosaico da cana-de-açúcar e o vírus da folha amarela no sorgo.

“A alimentação contínua desse inseto faz com que ele excrete grandes quantidades de substâncias açucaradas, que favorecem o crescimento de fungos (fumagina), principalmente em folhas e colmos. Isso prejudica a fotossíntese e pode também reduzir a produtividade.”

O executivo explica ainda que a empresa já vem realizando testes com produtores previamente selecionados em diversas regiões do Brasil, e que o lançamento oficial está previsto para a próxima safra de inverno de 2026.

“Hoje, graças à inovação, o Brasil conta com ferramentas para consolidar sua liderança agrícola, e na Corteva seguimos trabalhando para oferecer novas soluções aos agricultores. O investimento diário de cerca de US$ 4 milhões da Corteva em pesquisa e desenvolvimento tem ajudado quem está no campo a superar os desafios do setor. Isso demonstra nosso compromisso não apenas em atuar lado a lado com os produtores em suas necessidades, mas também em entregar opções mais saudáveis, de alta qualidade e, claro, produtivas para quem trabalha na agricultura”, destaca Felipe Lucio.

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