Avanço no controle de lagartas para cultura do algodão
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TECNOLOGIA

Avanço no controle de lagartas para cultura do algodão

É preciso avançar nas possibilidades de controle de lagartas que prejudicam a produtividade da cultura
Por: -Aline Merladete
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Nos últimos anos, o Brasil tem se mantido entre os cinco maiores produtores mundiais, ao lado de países como China, Índia, EUA e Paquistão. Ocupa o primeiro lugar em produtividade em sequeiro. O Brasil tem figurado também entre os maiores exportadores mundiais. O cenário interno é promissor, pois estamos entre os maiores consumidores mundiais de algodão em pluma. Neste sentido, o algodão é uma das principais culturas para a agricultura brasileira. 

A safra de algodão 2020/21 no Brasil deverá bater o recorde de 2.9 milhões de toneladas. De acordo com as estimativas de mercado, de 60% a 70% dessa safra já está vendida. O produtor está aproveitando os momentos que o mercado vem proporcionando, especialmente em relação ao dólar. No mês de julho foram embarcadas 77.213 toneladas totalizando uma receita de US$ 106,92 milhões. O volume embarcado é 64% maior do que o mesmo mês do ano passado. São números que provam a importância e como é preciso avançar nas possibilidades de controle de lagartas que prejudicam a produtividade da cultura.

A Corteva Agriscience e a Tropical Melhoramento & Genética (TMG) apresnetou ao mercado de algodão a tecnologia WideStrike®3, que oferece proteção superior no controle das principais lagartas que atacam a cultura, causando grandes danos na produtividade e prejuízos econômicos ao setor. “Com esta parceria, a Corteva e a TMG unem suas expertises em tecnologia, inovação e genética para contribuir com o crescimento sustentável da cultura do algodão. Os avanços no controle de pragas e em cultivares mais produtivas têm sido decisivos para a conquista dos mercados nacional e internacional do algodão e WideStrike®3 vem ao encontro desta necessidade”, afirma Lucas Silveira, líder de Portfólio de Algodão da Corteva. 

A biotecnologia WideStrike®3 contém as proteínas Cry1F, Cry1Ac e Vip3A das bactérias Bacillus thuringiensis, também conhecidas como Bt. As proteínas atuam em todos os tecidos da planta e por todo o ciclo da cultura, oferecendo maior poder de proteção e longevidade para o algodão e, consequentemente, maior produtividade e rentabilidade para os cotonicultores. A tecnologia, licenciada para a TMG no Brasil, está presente em variedades de alto potencial produtivo e excelente qualidade de fibra. O algodão da TMG ocupa mais de 1/3 da área plantada com a cultura no Brasil.

Francisco Soares, diretor-presidente da TMG, destaca que o foco da empresa sempre foi e se mantém sendo desenvolver cultivares que vão além da produtividade. “A parceria com a Corteva está relacionada ao nosso DNA de inovação, para nós é muito importante nos antecipar e atender o produtor com o melhor que a tecnologia oferece e, também, melhorar a competitividade de mercado para os nossos multiplicadores de sementes”. O executivo completa que os dois lançamentos da safra 2020/21, com a tecnologia WideStrike®3, dão robustez ao portfólio da TMG, que atende tanto as exigências do mercado nacional, como do mercado de exportação da pluma.

A cultivar TMG 50WS3 tem como pontos fortes a precocidade, o alto potencial produtivo, tolerância à ramulária e ótima qualidade de fibra. A TMG 91WS3 é uma cultivar de alto teto produtivo também, com destaque para sua ampla adaptabilidade, excelente arranque inicial e elevado peso de capulho. “Além de Mato Grosso e Bahia, as duas cultivares são indicadas para Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí, Minas Gerais e São Paulo”, pontua Soares.

A tecnologia WideStrike®3 atua no controle de uma grande variedade de lagartas importantes, entre elas a Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), Lagarta Helicoverpa (Helicoverpa armigera), Lagarta-das-maçãs (Heliothis virescens), Lagarta-preta (Spodoptera cosmioides), Lagarta-falsa-medideira (Chrysodeixis includens), Lagarta-das-vagens (Spodoptera eridania), Curuquerê-do-algodoeiro (Alabama argillacea) e a Lagarta-rosada-do-algodão (Pectinophora gossypiella).

 


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