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Avestruz Master volta atrás e promete comprar as aves

Em nota, Avestruz Master diz ter interesse em recomprar aves desde que abatedouro entre em funcionamento


Apesar de não ter a obrigatoriedade de comprar os avestruzes vendidos por meio de Cédulas de Produto Rural (CPRs), o Grupo Avestruz Master reafirmou nessa quinta-feira (17-11) o total interesse em adquirir aves para manter seu plantel e atender à demanda do abatedouro e frigorífico Struthio Gold. Nos últimos dias, o advogado da empresa, José Carlos Gomes, disse que a empresa pretendia pagar seus débitos com os investidores apenas em aves. O abatedouro está prestes a entrar em funcionamento, conforme foi verificado pela Superintendência de Proteção aos Direitos do Consumidor de Goiás (Procon-GO).

A informação foi transmitida nessa quinta-feira pela AM em nota oficial divulgada à imprensa. O objetivo é esclarecer questões referentes a este período de reorganização de sua estrutura. A empresa ressalta que sempre vendeu aves e o lucro obtido pelos compradores sempre foi proveniente da venda dos animais, que são de sua propriedade, no vencimento das CPRs.

A nota explica que não existem desentendimentos pessoais que possam interferir no processo de recuperação da empresa e reafirma que ninguém fugiu de suas responsabilidades. Todas as ações foram tomadas para garantir a integridade física das pessoas, que estão em local seguro e se apresentarão à Polícia Federal conforme programação já agendada.

AVESTRUZES – Em relação à manutenção dos avestruzes, a nota ressalta que não faltará ração ou qualquer tipo de material. Existe provimento de recursos suficientes para o trabalho e alega que nenhum avestruz morreu por falta de alimento ou por qualquer outro motivo que fuja à rotina das fazendas. O grupo pede paciência e a colaboração dos funcionários sobre os pagamentos atrasados e informa que nenhum trabalhador deixará de receber. Por fim, o documento lembra que o objetivo da AM é garantir o futuro do negócio e a manutenção e criação de postos de trabalho.

De acordo com advogado José Carlos Gomes, o Grupo Avestruz Master já registrou mortes de aves. Mesmo sem precisar o quantitativo e o local onde os animais teriam morrido, a declaração dada em entrevista coletiva ontem põe em xeque a versão divulgada em nota oficial.

MORTES – José Carlos esquiva-se de afirmar a causa da morte das avestruzes, mas supõe que o motivo mais provável seja manejo inadequado. “Pode ou não ter sido de fome. Não sei se foi por aquela morte natural do plantel como explicou François (agrônomo François Tribaut).”

O advogado desconhece como diante da crise a empresa encontraria recursos financeiros para dar continuidade a compra de aves.“Não tenho a mínima idéia disso. Não sei de onde pode sair esse dinheiro.”

Advogados que representam a Avestruz Master travam batalha judicial para conseguir de imediato a l iberação de R$ 2 milhões das contas bancárias da empresa até terça-feira. Colocar em dia a remuneração dos funcionários, atrasada desde o dia 5 é a prioridade do momento. O montante também custearia ração das avestruzes e contas de água, energia e telefone às vésperas que corte por falta de pagamento. O valor seria rateado entre as necessidades emergenciais.

EMPRÉSTIMO - Se não houver resposta positiva da Justiça para o desbloqueio ou adiantamento, o advogado José Carlos Gomes de Oliveira cogita a possibilidade de busca de empréstimo para sanar as dívidas. “Espero que a partir de segunda, terça-feira, na semana que entra a gente deve colocar os funcionários em dia em função de entrada de algum recurso que estamos providenciando. De alguma forma vamos tentar resolver a questão dos funcionários”, diz. A estimativa é que a Avestruz Master tenha mais de mil funcionários.

Negociações com funcionários da empresa para evitar a paralisação serão feitas pelo próprio José Carlos em reunião às 10 horas na Fazenda Master I, em Bela Vista, a 45 quilômetros de Goiânia.

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