Azevém ganha espaço no manejo de daninhas na soja
A presença do azevém contribui para melhorias importantes no solo
A presença do azevém contribui para melhorias importantes no solo - Foto: USDA
O controle de plantas daninhas na soja depende de estratégias adotadas ao longo de todo o ano agrícola, indo além do período em que a lavoura está estabelecida. Segundo Felipe Carmona, pesquisador na Integrar, sistemas que integram diferentes atividades produtivas permitem ampliar o controle cultural de invasoras e reduzir a dependência exclusiva de herbicidas.
Nesse contexto, o uso do azevém durante o inverno tem papel relevante em áreas que adotam a integração entre arroz, pecuária e soja. Embora frequentemente tratado como planta daninha, o azevém atua de forma eficiente na supressão de espécies como buva, capim-arroz, arroz vermelho, ciperáceas e caruru, competindo por espaço, luz e nutrientes e dificultando o estabelecimento dessas plantas indesejadas.
Além do efeito direto sobre o banco de sementes de invasoras, a presença do azevém contribui para melhorias importantes no solo. A cultura favorece a qualidade física, química e biológica, estimula a ciclagem de nutrientes e auxilia na fixação de carbono, criando condições mais equilibradas para o desenvolvimento da soja na sequência do sistema produtivo. Esse conjunto de benefícios reforça o papel do manejo antecipado como ferramenta estratégica dentro do planejamento agrícola.
Outro ponto destacado é o uso do azevém como base forrageira durante o inverno. A pastagem permite a produção de grandes volumes de carne antes da implantação da lavoura de soja, agregando renda ao sistema sem comprometer o desempenho agrícola posterior. Para que esses resultados sejam alcançados, fatores como a qualidade da semente utilizada, o manejo adequado da pastagem e a condução correta do pastejo são determinantes para potencializar os ganhos agronômicos e produtivos ao longo do ciclo.