BA: Governo assina Fundo para o Desenvolvimento da Agropecuária da Bahia
Fundo garante créditos para indústrias de soja, milho e café
Nesta segunda-feira (20.01), o governador em exercício e secretário da Infraestrutura, Otto Alencar, durante a solenidade de transmissão de cargo ao novo secretário da Agricultura, Jairo Carneiro, dará posse aos membros do Conselho do Fundão, colocando-o em operação.
Criado pelo governador Jaques Wagner através do decreto 14.500/2013, o Fundão, como é chamado o Prodeagro, terá suprimento de recursos financeiros através de crédito fiscal concedido às indústrias processadoras soja, milho e café. As indústrias, ao receberem o crédito tributário, repassarão os valores automaticamente para o Fundo.
Ou seja, como destaca o secretário Eduardo Salles, o dinheiro virá dos próprios produtores. O fundo tem a participação das secretarias de Agricultura e da Infraestrutura, e deverá possuir programa que tenha como objetivo a realização de investimentos para o qual foi criado.
Salles lembrou que a criação do Fundão concretizou um sonho dos produtores da região, que contou com o empenho do atual presidente da Aiba, Júlio Busato, e dos seus antecessores, Walter Horita e Humberto Santa Cruz, destacando ainda a sensibilidade do governador Jaques Wagner e do secretário da Infraestrutura, Otto Alencar.
“O Fundo será fundamental para o desenvolvimento de projetos importantes para o agronegócio, para melhorar a logística e facilitar a escoação da produção”, disse o presidente da Aiba, Júlio Busato.
“Criação do Fundão foi uma das mais importantes conquistas dos últimos tempos. É um grande avanço ter a iniciativa privada e o governo juntos, para a gestão de um fundo, com o objetivo de trazer benefícios e melhorias para o setor”, destacou a presidente da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), Isabel da Cunha.
O secretário da Agricultura acredita que o fundo poderá trazer grandes benefícios não apenas para a região, mas para o setor agropecuário. “Sem dúvidas, o Prodeagro vai permitir a melhoria das estradas vicinais para o escoamento da produção do Oeste, e possibilitará a realização de pesquisas agropecuárias para uma das regiões mais importantes da agropecuária baiana, e que servirão para outras regiões também”, pontuou.
Os recursos serão relevantes para a realização de pesquisas com relação à Helicoverpa Armigera, praga que atacou diferentes plantações na Bahia e em diversos estados do País, como o milho, soja, algodão, mamona e até o feijão, ocasionando prejuízos de mais de R$ 2 bilhões somente no Oeste baiano.