Balança comercial tem superávit de US$ 3,8 bi em janeiro
Exportações crescem e garantem saldo positivo em janeiro
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A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,836 bilhões nas quatro primeiras semanas de janeiro, resultado de exportações de US$ 20 bilhões e importações de US$ 16,179 bilhões. Apenas na quarta semana do mês, o saldo foi positivo em US$ 252 milhões, com vendas externas de US$ 5,202 bilhões e compras de US$ 4,95 bilhões.
Os dados preliminares foram divulgados nesta segunda-feira (26) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Segundo o órgão, “o desempenho reflete a combinação de crescimento das exportações e retração das importações no período”.
Na comparação da média diária até a quarta semana de janeiro de 2026 com janeiro de 2025, as exportações cresceram 8,4%, passando de US$ 1,15 bilhão para US$ 1,25 bilhão. As importações, por sua vez, recuaram 3,6%, com a média diária saindo de US$ 1,04 bilhão para US$ 1,01 bilhão. A corrente de comércio atingiu média diária de US$ 2,26 bilhões até a quarta semana, com crescimento de 2,7% frente a janeiro do ano passado, enquanto o saldo médio diário ficou em US$ 239,77 milhões.
No acumulado até a quarta semana de janeiro de 2026, a média diária das exportações avançou nos principais setores. A Agropecuária registrou aumento de US$ 27,89 milhões, alta de 16,2%. A Indústria Extrativa cresceu US$ 38,57 milhões, avanço de 11,6%, e a Indústria de Transformação teve incremento de US$ 29,51 milhões, alta de 4,6%.
Pelo lado das importações, todos os setores apresentaram retração na mesma base de comparação. A Agropecuária recuou US$ 6,88 milhões, queda de 24,6%. A Indústria Extrativa diminuiu US$ 6,06 milhões, retração de 12,1%, enquanto a Indústria de Transformação teve redução de US$ 24,71 milhões, queda de 2,6%.
No recorte mensal até a quarta semana de janeiro de 2026, as exportações somaram US$ 3,20 bilhões na Agropecuária, US$ 5,94 bilhões na Indústria Extrativa e US$ 10,76 bilhões na Indústria de Transformação, o que, segundo a Secretaria, “levou ao aumento do total exportado no período”. A expansão foi influenciada pelo crescimento das vendas de produtos agropecuários como animais vivos, milho e soja, além de minérios e derivados de petróleo na Indústria Extrativa e carnes, farelos de soja e ouro na Indústria de Transformação. Ainda assim, houve retração nas exportações de itens como café não torrado, madeira em bruto, algodão, minério de Ferro, sucos, tabaco e alumina.
As importações, no mesmo intervalo, totalizaram US$ 0,34 bilhão na Agropecuária, US$ 0,71 bilhão na Indústria Extrativa e US$ 15,01 bilhões na Indústria de Transformação. A queda foi influenciada pela redução das compras de trigo, cacau, látex, óleos brutos de petróleo, máquinas, geradores e autopeças. Apesar do recuo geral, aumentaram as importações de produtos como pescado, cevada e milho na Agropecuária, carvão e gás natural na Indústria Extrativa, além de medicamentos, Cobre e veículos automóveis na Indústria de Transformação.