Base de dados da Embrapa sobre espécies vegetais na alimentação e agricultura será compartilhada
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Agronegócio

Base de dados da Embrapa sobre espécies vegetais na alimentação e agricultura será compartilhada

Um dos principais objetivos é cumprir as exigências do TIRFAA
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Um dos principais objetivos é cumprir as exigências do TIRFAA

Brasília, 30 de janeiro de 2017 – Um acordo de cooperação firmado entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Crop Diversity, organização independente sem fins lucrativos, com sede em Bonn, Alemanha, vai viabilizar a migração automática de dados públicos sobre recursos genéticos de plantas importantes para alimentação e agricultura geradas no âmbito da Embrapa para o sistema de informações Genesys. Um dos principais objetivos é cumprir as exigências do Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para a Alimentação e a Agricultura (TIRFAA), ratificado pelo Brasil em 2006, que estimula o compartilhamento de dados para facilitar o acesso aos acervos genéticos vegetais mantidos nas diferentes instituições, com vistas à repartição justa e equitativa dos benefícios derivados de sua utilização, em harmonia com a Convenção sobre Diversidade Biológica.

Os dados serão migrados de forma automática do AleloVegetal (https://www.embrapa.br/pt/alelo), responsável pela documentação e informatização de registros gerados pelas pesquisas de recursos genéticos de plantas para o Genesys, um portal mundial de informações sobre recursos genéticos vegetais para alimentação e agricultura, que reúne atualmente dados de bancos genéticos de mais de 250 países, abrangendo cerca de 11 milhões de registros, incluindo passaporte (espécie de “carteira de identidade” da planta), coleta, caracterização e avaliação..

Segundo o supervisor de TI da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Gilberto Hiragi, responsável pela gestão do Sistema Alelo, o Brasil já fazia parte da Plataforma Genesys, mas os dados de espécies vegetais eram repassados de forma manual e individual. Ou seja, os próprios pesquisadores é que colocavam as informações no sistema. Com a consolidação da cooperação, será criada uma ferramenta pela equipe de TI da Unidade, que vai permitir a migração automática dessas informações para o portal global.

“É importante enfatizar que os dados a serem compartilhados são aqueles corrigidos e validados pelos curadores dos bancos genéticos e/ou coleções e já disponibilizados para o público”, explica Hiragi.

Ferramenta de informática será a “ponte” entre o AleloVegetal e o Genesys

Na primeira fase da cooperação, o objetivo será criar a “ponte” entre o AleloVegetal e o Portal Genesys, ou seja, uma ferramenta de informática que será desenvolvida pela equipe de TI da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia responsável pela gestão do Sistema Alelo, para possibilitar a migração automática dos dados públicos sobre recursos genéticos de plantas de relevância para a alimentação e agricultura mantidos nos acervos da Embrapa para o portal global.

Hiragi acredita que essa ferramenta esteja pronta até o final de 2017. “Primeiro, temos que desenvolvê-la para, depois, testá-la, o que demanda meses. “É necessário trafegar alguns carrinhos (dados) para testar a resistência da ponte”, explica o analista, fazendo uma analogia com a vida real.

O projeto em cooperação entre a Embrapa e o Crop Trust é de três anos. Este primeiro ano será dedicado ao desenvolvimento da ferramenta. Os outros dois serão focados no treinamento das equipes dos bancos genéticos e coleções da Embrapa em todo o Brasil.

Além de facilitar o cumprimento do TIRFAA, a migração automática das informações permite aprimorar a qualidade dos dados compartilhados. “Essa interface diminui significativamente a possibilidade de erro”, ressalta Hiragi, lembrando que vai facilitar também o trabalho das equipes envolvidas que, muitas vezes, têm que reportar os mesmos dados a instituições diferentes, gerando retrabalho. “Com a automatização, os dados serão disponibilizados apenas uma vez no Sistema AleloVegetal e, de lá, sairão de forma automática para outras instituições nacionais e internacionais”, finaliza.


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