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BASF dissemina programa inovador para o controle da malária

Uso do mosquiteiro Interceptor® indica redução significativa do número de casos na região de Manaus


Evento marca o lançamento do Programa Integrado BASF de controle da malária

Uso do mosquiteiro Interceptor® indica redução significativa do número de casos na região; Interceptor® está em linha com diretriz da Organização Mundial de Saúde


O II Encontro de Troca de Experiências em Saúde Pública, organizado pela BASF e com o apoio da Fundação de Vigilância em Saúde da Amazônia (FVS/AM), será realizado em Manaus (AM) nos dias 06 e 07 de abril, reunindo um seleto grupo de especialistas em saúde pública com grande diversidade de realidades. O evento contará com a presença de profissionais de saúde pública dos estados do Norte, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília, que conhecerão de perto os últimos resultados do Inteceptor®, da BASF.

O Inteceptor® - mosquiteiro impregnado de longa duração – é uma solução inovadora desenvolvida pela área de Saúde Ambiental da BASF, que evita que o inseto invada as dependências das casas e coloque a saúde das pessoas em risco. É um sistema de proteção que utiliza uma tela de poliéster cuja base são fibras de polímero pigmentadas com aplicação do inseticida Fendona®, que tem ação rápida na mortalidade do mosquito transmissor da malária (gênero Anopheles).

A partir de 2008, foram conduzidos dois grandes projetos focados no uso de Interceptor® para controle do mosquito transmissor da malária, de diferentes espécies e em áreas geográficas distintas, com o suporte do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA) e da FVS/AM. A avaliação do uso de Fendona® neste programa de controle por meio da pulverização residual foi também realizada em parceria com o IEPA. Neste ano, foi dada continuidade aos trabalhos iniciados em 2009 e ampliou-se o escopo de ensaios para a avaliação do uso de Fendona® e Interceptor® também no controle de triatomíneos (percevejo transmissor da doença de Chagas), em parceria com o Instituto René Rachou da FioCruz de Belo Horizonte (MG).

Nos dois projetos houve uma redução significativa do número de casos da malária, superando as expectativas. “Para se ter uma idéia do que os resultados representaram, vale mencionar que áreas inicialmente consideradas de alta transmissão de malária tornaram-se áreas de baixa ou nenhuma transmissão da doença poucos meses após a introdução do uso de Interceptor®”, revela Antonio Henrique Ramos, gerente de Desenvolvimento Técnico da BASF da área de saúde ambiental.

Foram conduzidos diferentes ensaios de campo com o a tela mosquiteiro Interceptor®, e com o inseticida Fendona® em pulverização manual residual nas paredes das casas nas comunidades de Vila de Maracá, Retiro São Francisco, Canto do Sabiá e Piquiazal pertencentes ao município de Mazagão (AP).

Os melhores resultados foram obtidos na Vila de Maracá, onde foram distribuídos 808 mosquiteiros Interceptor®. A área apresentava alto índice de infestação e teve uma redução expressiva no número de casos: em 2007, foram constatados 256 casos de malária, no ano seguinte a incidência ficou reduzida a 104, e no ano passado apenas 2 novos casos foram registrados.

“Esse foi nosso melhor exemplo. Agora nosso desafio é zerar o número de novos casos. Vale lembrar que o mosquito transmissor não pode ser eliminado da natureza, mas queremos reduzir a zero o nível de transmissão desse vetor, protegendo o homem. A Vila de Maracá demonstrou que se está chegando ao ponto ideal”, analisa Ramos.

Na comunidade de São José do Jabote localizada no município de Urucará (AM), onde a incidência da malária era grande, houve uma redução de mais de 90% no número de casos nos últimos três anos com o uso das telas Interceptor® no sistema de cortinados em portas e janelas e por meio da distribuição de mosquiteiros. Entre os 132 moradores que vivem em 30 residências naquela localidade, havia 64 casos de malária em agosto de 2007. O número caiu para apenas 7 até aquele mesmo mês, em 2008. Ao final do ano passado o número de novos casos foi de apenas 6. Paralelamente à colocação de mosquiteiros foram realizadas diversas ações educativas em saúde. Junto à população local.

No esforço educativo, após a distribuição de Interceptor®, a equipe de campo ia de casa em casa para explicar o que é o produto, instalar o sistema de proteção, esclarecer sua finalidade, ensinar a lavar, a secar e orientar sobre a quantidade de futuras lavagens. Além de proferir palestras de orientação, os pesquisadores iam todo mês para os locais a fim de monitorar o desempenho das telas. Acompanhados por um líder comunitário, na ocorrência de qualquer fato relevante os técnicos se dirigiam à casa onde o problema era constatado. A chegada de novos moradores, às vezes contaminados com a malária, sempre é acompanhada de forma mais próxima e com maior atenção por parte desse líder comunitário.

As doenças tropicais são endemias que ainda ocorrem em muitos países especialmente aqueles em desenvolvimento. No caso da malária, que é uma das mais preocupantes, a América Latina responde por menos de 5% dos casos mundiais, contra 15% de todo o continente asiático e 80% da África. No território brasileiro quase a totalidade de casos de malária está concentrada na Amazônia Legal, área que engloba nove estados brasileiros. Estima-se que a cada ano haja, no mundo, de 300 a 500 milhões de novos infectados. O índice de mortalidade é de 1 milhão de pessoas e o problema atinge principalmente crianças e gestantes.

A partir de 1992, a Organização Mundial de Saúde (OMS) mudou sua diretriz global para o controle de doenças tropicais, em especial a malária. O foco passou a ser na saúde humana e não mais no controle do vetor. Um dos pilares desta estratégia é a distribuição de mosquiteiros. Portanto, o Interceptor® atende a esse novo panorama em linha com a política da OMS.

“Em função da repercussão positiva dessas ações, e do início de campanhas de Saúde Pública em escala comercial com Fendona® e Interceptor®, foi feita a ampliação dos trabalhos de pesquisa e desenvolvimento no controle de endemias. Atualmente, já há um total de 19 diferentes projetos em andamento”, complementa Ramos. Além da malária, o Interceptor® está sendo avaliado para expansão no País também no controle à doença de Chagas, leishmaniose, febre amarela e dengue.

Estudos de campo com o uso das telas e mosquiteiros impregnados com inseticida ainda não tinham sido realizados no Brasil até então. Havia apenas estudos similares em países africanos, onde, porém as condições ambientais são diferentes, sem falar no tipo de vetor, que não é o mesmo. Já se encontra em fase de testes o uso de telas impregnadas Interceptor® para o controle do mosquito da dengue em áreas urbanas.

O evento
O II Encontro de Troca de Experiências é um foro especial anual para a apresentação de trabalhos técnicos de campo e laboratório e para a troca de experiências e informações entre os especialistas envolvidos, com a discussão dos resultados encontrados. No evento participam também pesquisadores, órgãos públicos, representantes de ONGs, empreiteiras e empresas voltadas para o controle de endemias, além de autoridades.

Para Bernardino de Albuquerque, presidente da FVS/AM, o interesse da instituição é buscar ações estratégicas alternativas para o controle da malária no Estado. “O uso do mosquiteiro impregnado tem mostrado eficácia em outros países. Em 2008 a FVS contou com a importante parceria da BASF para o desenvolvimento do projeto denominado Jabote, que teve como objetivo principal avaliar a efetividade do uso de mosquiteiros e telas impregnadas com inseticida como proposta inovadora para o controle da malária. Os resultados são altamente promissores e indicativos de ampliação para outras áreas malarígenas do Estado do Amazonas”, analisa.

Este ano, no encontro, Bernardino de Albuquerque fará palestra sobre a importância da parceira entre a FVS/AM e a BASF. Já Allan Kardec, pesquisador do IEPA, falará sobre a parceria da BASF com sua instituição e ainda dos estudos com Fendona® e Interceptor®, no controle da malária no município de Mazagão (AP). O avanço da doença de Chagas na Região Amazônica será o tema de Evandro Melo, secretário executivo adjunto de saúde do interior do estado do Amazonas. Os resultados dos estudos com o inseticida Fendona® no controle da doença de Chagas ficarão sob a responsabilidade dos pesquisadores Bernardino Azeredo e Liléia Diotaiuti do Instituto René Rachou da FioCruz (MG). Henrique Ramos fará uma apresentação institucional da BASF e o técnico de desenvolvimento de mercado Ricardo Junqueira fará uma palestra sobre ferramentas tecnológicas e o novo laboratório de pesquisa e desenvolvimento da empresa.

Em dezembro de 2008, após a aquisição das empresas Sorex (Inglaterra) e Whitmire-Microgen (EUA), especializadas em síntese e formulação de raticidas e de inseticidas, e com a criação da unidade de negócios “Pest Control Solutions”, no ano passado, a BASF passou a ser líder mundial no mercado de controle de pragas urbanas. Ela tem ainda, como objetivo, se tornar líder e referência no controle de vetores e pragas, não só no Brasil, como em toda a América Latina.

Serviço:
Evento: II Encontro de Trocas de Experiências em Saúde PúblicaData: 6 e 7 de abril, terça e quarta-feira
Local: Hotel Adrianópolis Apart Service, Manaus (AM), Rua Salvador, 195 - AdrianopolisHorário: das 18h às 22h (06/04) e das 8h às 18h (07/04).
As informações são de assessoria de imprensa.

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