Bayer CropScience deve "reagir" se fusão entre Monsanto e Syngenta sair
Empresa pode comprar uma das operações da Monsanto
Segundo Condon, a Bayer deve reagir com um papel ativo em "consolidação" de mercado, mas não revelou nenhum detalhe sobre as futuras intenções da empresa. De acordo com analistas da Bernstein e da Credit Suisse ouvido pelo jornal Valor, a Bayer CropScience seria uma candidata natural a comprar divisão de sementes da Syngenta, que provavelmente teria de ser vendida para que a união receba o aval das autoridades antitruste.
Para Jeremy Redenius, analista da Bernstein, as seis maiores empresas do segmento detêm cerca de 70% do mercado de defensivos, que movimenta US$ 64 bilhões por ano. Com vendas de US$ 10,4 bilhões, a Bayer CropScience é a segunda maior no ranking dos agroquímicos, atrás apenas da Syngenta, cujas vendas chegam a US$ 11,4 bilhões. Basf, Dow, Monsanto e DuPont aparecem em seguida, com operações menores nessa frente. A Monsanto, líder em sementes, estaria a aberta se desfazer de operações com herbicidas e também rever alguns acordos cruzados de pesquisa, licenciamento e produção.
"As companhias precisariam rever o que isso significaria também para suas interdependências", afirmou o CEO da Bayer CropScience. Até o momento, no entanto, Condon não vê necessidade de mudança de rumo se não houve certeza sobre a aquisição. "Continuaremos implementando nossa estratégia atual e, no desenrolar dos acontecimentos, veremos se haverá necessidade de adaptações", resumiu o CEO.