BB aumenta a liberação de recursos para a agricultura
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Agronegócio

BB aumenta a liberação de recursos para a agricultura

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O Banco do Brasil (BB) aplicará R$ 1,5 bilhão até junho deste ano no financiamento dos produtores rurais para a compra antecipada de insumos - sobretudo fertilizantes e sementes - para a próxima safra agrícola. Esse volume de recursos representa um aumento de 154% em relação aos R$ 590 milhões financiados no primeiro semestre do ano passado para antecipar a aquisição de insumos para a safra 2002/03. "Atendemos a uma antiga reivindicação dos produtores rurais, que era a liberação antecipada de recursos. Eles poderão comprar os insumos no primeiro semestre, quando os preços estão mais baixos", afirmou ontem Ricardo Alves da Conceição, vice-presidente de Agronegócios e Governo do Banco do Brasil.

A compra antecipada de insumos também barateia o preço do frete, porque os produtores podem aproveitar o retorno vazio do caminhão à lavoura para transportá-los. "A partir de março, os produtores rurais embarcam a safra e os caminhões voltam vazios dos portos, o que barateia o frete de volta", afirmou o vice-presidente.

De acordo com Ricardo Conceição, do total de recursos destinado ao financiamento da compra antecipada de insumos, R$ 900 milhões serão emprestados aos produtores rurais a taxa de juros controlada do crédito rural, de 8,75% ao ano. Os restantes R$ 600 milhões terão taxa de juros não equalizada pelo Tesouro Nacional, e o custo do financiamento deverá se situar, segundo Conceição, no intervalo entre 13% e 15% ao ano. O vice-presidente do BB não descartou a possibilidade de alguma mudança na taxa de juros do crédito rural para a próxima safra.

Estocagem de milho

Com o objetivo de estimular o plantio das culturas de inverno - principalmente o trigo, embora nessa época sejam cultivadas também aveia, centeio, cevada, triticale, etc. -, o Banco do Brasil vai liberar R$ 450 milhões para a safra 2002/03, valor 80% superior aos R$ 250 milhões destinados para a safra 2001/02. A proposta do banco é financiar desde o plantio até a colheita das lavouras.

Também com a finalidade de incentivar a estocagem de milho dentro da nova linha aprovada pelo governo, a Linha Especial de Crédito à Comercialização (LEC), o Banco do Brasil terá R$ 250 milhões este ano para emprestar aos produtores rurais. Ricardo Conceição informou que o governo federal está preocupado com o abastecimento de milho e que a liberação de recursos permitirá que produtores rurais, cooperativas e agroindústrias tenham o produto durante todo o ano. "Esse montante supera em mais 150% o total disponibilizado para estocagem em 2002. E se houver necessidade de mais dinheiro, vamos liberar", disse.

O governo estima para esta safra uma produção de milho de 40,8 milhões de toneladas, com aumento de 15% sobre a colheita passada. Apenas a safrinha deverá render 9 milhões de toneladas do grão, um crescimento de 45,1% sobre a produção da de 2002, de 6,1 milhões de toneladas. O Banco do Brasil está aplicando R$ 415 milhões no custeio da safrinha de milho, informou Conceição.

Safra recorde

O vice-presidente de Agronegócios e Governo do BB afirmou também que para o ano-safra 2002/03, que termina em junho, a previsão do banco é de liberar R$ 15,5 bilhões. "A assistência creditícia para os agricultores ficará dentro do previsto", afirmou Ricardo Conceição. Até o fim de março, o banco terá aplicado R$ 11,8 bilhões no setor, restando R$ 3,7 bilhões para financiar até junho. Conceição afirmou que será possível concretizar a safra recorde, estimada pelo governo em 112,4 milhões de toneladas.


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