Begomovírus em tomateiro pode provocar perdas de até 100% da lavoura
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Imagem: Eliza Maliszewski
MOSCA-BRANCA DO TOMATEIRO

Begomovírus em tomateiro pode provocar perdas de até 100% da lavoura

No Brasil, há relatos da presença da mosca-branca no Brasil desde 1950
Por: -Aline Merladete

Uma das doenças mais preocupantes em tomateiro é a begomovirose (também conhecida como geminivirose). Esta virose é naturalmente transmitida por meio da alimentação do inseto-vetor, conhecido como mosca branca (espécie Bemisia tabaci).

No Brasil, há relatos da presença da mosca-branca no país desde 1950. Os principais sintomas de infecção por begomovírus em tomateiro são: clareamento de nervuras; manchas cloróticas nas folhas, que variam de mosqueado a mosaico intenso; deformação e enrolamento das folhas; diminuição da área foliar; nanismo; apesar de não haver expressão de sintomas nos frutos, há redução do tamanho e quantidade de frutos; quando em infecção precoce, os sintomas são mais severos e há uma paralisação no crescimento da planta.

De acordo com as informações da Embrapa, reduzir os prejuízos causados pelo Begomovírus Tomato Severe Rugose Vírus (ToSRV), transmitido pela mosca-branca à cultura do tomateiro, e que pode provocar perdas de até 100% da lavoura, é o principal foco dos experimentos que vêm sendo conduzidos por pesquisadores da Embrapa Hortaliças (Brasília-DF) em áreas de produção em Goiás, e que envolvem avaliações periódicas sobre o comportamento do vírus ante as medidas preventivas adotadas. As avaliações fazem parte das atividades previstas no projeto temático “Begomovírus e Crinivírus em solanáceas: epidemiologia molecular regional e alternativas sustentáveis de manejo”, coordenado pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), vigente desde 2018.  

Ainda de acordo com a Embrapa, o trabalho conjunto contempla diversas áreas, dentro das estratégias de combate ao inseto vetor (mosca-branca), a exemplo do trabalho que o pesquisador Carlos Ragassi, da área de Fitotecnia, vem implementando em experimentos de tomate em Luziânia e Cristalina (GO) e que implica no atraso da exposição das plantas jovens ao inseto vetor com o uso de mudas mais bem desenvolvidas para o plantio no campo.

Os estudos que vêm sendo realizados avaliam o efeito da qualidade da muda de tomate indústria produzida em diferentes volumes de célula (recipiente) e com diferentes idades sobre a severidade da virose causada por ToSRV e sobre parâmetros de produtividade e de qualidade industrial dos frutos. “Esse manejo é interessante porque quanto mais tempo a muda permanece dentro de um viveiro livre da mosca-branca, mais tempo ela ficará protegida contra o vírus”, explica o pesquisador. “Consequentemente, a eventual contaminação com o vírus somente ocorrerá quando a planta estiver mais bem desenvolvida, e isso, em tese, pode atenuar a severidade dos sintomas”, acrescenta.

De acordo com Ragassi, os resultados obtidos até o momento não demonstraram que a severidade dos sintomas da virose foi amenizada pelos fatores da produção das mudas em nenhum dos experimentos, mas por outro lado comprovaram que a metodologia aplicada influenciou no quesito da produtividade e também grande parte dos parâmetros de importância para a indústria de processamento, como consistência da polpa, pH e índice de coloração.


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