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Belagrícola investe R$ 20 mi e chega ao varejo em outubro

Entre os produtos da Belafoods Alimentos, há uma série especial de cortes in natura, além de subprodutos do frango como salsicha, mortadela e linguiça


Entre os produtos da Belafoods Alimentos, há uma série especial de cortes in natura, além de subprodutos do frango como salsicha, mortadela e linguiça

Dos silos repletos de grãos para os cortes de frangos e embutidos nas gôndolas dos supermercados. O grupo Belagrícola, um dos maiores players do agronegócio brasileiro, inicia nas próximas semanas uma nova etapa no mercado nacional. Através da Belafoods Alimentos, o grupo começa a oferecer - a partir de 1º de outubro - uma linha de 150 produtos no varejo para as regiões Sul e Sudeste do País.


Para que isso aconteça de forma efetiva neste primeiro momento, o abatedouro da Belafoods, antiga Avebom, dobrará a produção de sua planta de abate, localizada em Jaguapitã. Com a adoção de um segundo turno de trabalho, a produção passará de 85 mil aves/dia para 200 mil aves/dia até julho do ano que vem. O investimento inicial é de

R$ 20 milhões para colocar a marca Belagrícola no cenário nacional. Entre os produtos da nova marca, há uma série especial de cortes in natura, além de subprodutos do frango como salsicha, mortadela e linguiça.

Para ingressar no mercado com a Belafoods, o grupo Belagrícola transferiu alguns diretores para a nova empresa, além de contratar novos gestores. De acordo com o presidente da Belafoods, Flávio Barbosa Andreo, o grupo aproveitou o fato da cadeia do frango caminhar lado a lado com a cadeia de grãos. "Além disso, existia uma vontade enorme de ter nosso nome na prateleira. Neste início de projeto vamos trabalhar nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal. Nas regiões Sul e Sudeste, o nosso nome já é forte, o que facilita a entrada nesse novo mercado", explica.


Para facilitar a logística, a Belafoods vai contar com centros de distribuição em São José (SC) e Distrito Federal. Outro ponto facilitador é que a empresa utilizará por volta de 15% do milho produzido pelos seus clientes para abastecer o frigorífico de Jaguapitã. A planta conta atualmente com 2,5 mil colaboradores diretos e indiretos e o abate de 200 mil aves dia é sua capacidade máxima. Além disso, houve investimentos em tecnologia de ponta, como automação de cortes, embaladoras automáticas, logística e ampliações de área.

Andreo acredita que a empresa se estabelecerá num nicho de mercado aberto e não aproveitado pelos grandes players do segmento. "A atuação será nesse mercado intermediário, não aproveitado pelos grandes e nem pelos pequenos. Queremos atingir o público A, com produtos premium, de maior valor agregado. Vamos buscar atender os nossos clientes do varejo de forma personalizada, eles certamente ficarão confortáveis e seguros em fazer negócios conosco."


A empresa lança a linha já vislumbrando as vendas de final de ano. Para o futuro, o presidente da Belafoods não descarta a possibilidade de adquirir outros frigoríficos para expandir a área de atuação da empresa pelo País.

Em números, o grupo Belagrícola deve fechar o ano de 2013 com faturamento de

R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 2 bilhões gerados pela Belagrícola e R$ 200 milhões com a Belafoods. Para 2014, a expectativa é o grupo atingir a marca de R$ 2,7 bilhões, sendo R$ 2,3 bilhões com a Belagrícola e R$ 400 milhões com a nova empresa.



Victor Lopes
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