Bioinsumos ganham espaço no manejo do hortifrúti
No discurso técnico, a proposta é integrar nutrição e biologia
No discurso técnico, a proposta é integrar nutrição e biologia - Foto: Katya Ershova
O uso de bioinsumos tem avançado na hortifruticultura do Rio Grande do Sul como complemento ao manejo tradicional, impulsionado pela busca por qualidade, padronização e sanidade das lavouras. Em cultivos como tomate e uva, relatos de campo indicam plantas mais vigorosas, melhor brotação e ganhos de produtividade, fatores que vêm ampliando o interesse por soluções biotecnológicas no manejo cotidiano.
Produtores da Serra Gaúcha relatam percepções positivas em áreas onde os biológicos foram incorporados ao sistema, com melhora no aspecto geral da lavoura e incremento de produção em comparação a ciclos anteriores. Esse movimento regional ocorre em sintonia com a expansão nacional do setor. Dados da CropLife Brasil apontam crescimento de 13% no uso de bioinsumos na safra 2024/2025, alcançando 156 milhões de hectares e uma taxa média de adoção de 26%.
No campo institucional, o tema ganhou reforço com políticas públicas voltadas ao estímulo dessas tecnologias. O Ministério da Agricultura e Pecuária destaca que o Programa Nacional de Bioinsumos busca ampliar e fortalecer o uso dessas ferramentas como estratégia para promover o desenvolvimento sustentável da agropecuária.
No discurso técnico, a proposta é integrar nutrição e biologia para sustentar o potencial produtivo sem depender exclusivamente do manejo químico. Representantes do setor apontam que fertilizantes biotecnológicos associam macro e micronutrientes a microrganismos benéficos, atuando como condicionadores biológicos do solo e favorecendo a absorção de nutrientes. A abordagem dialoga com as exigências do hortifrúti, em que vigor, uniformidade e sanidade influenciam diretamente o resultado comercial.
“Para o hortifrúti, a aposta em biológicos costuma ser guiada por três fatores: a necessidade de sanidade e aparência, a busca por redução de perdas e o interesse em manejos mais equilibrados, especialmente em regiões de produção intensiva”, destaca Flávio Copatti, representante da Superbac na região Sul do País.