Biotecnologia impulsiona produtividade no trigo do Sul
Paraná e Rio Grande do Sul concentram cerca de 85% da produção
Paraná e Rio Grande do Sul concentram cerca de 85% da produção - Foto: Seane Lennon
O cultivo de trigo no Brasil atravessa um período de ajustes diante de um ambiente produtivo mais instável e exigente. Oscilações climáticas, maior pressão de doenças e elevação dos custos vêm alterando práticas de manejo, especialmente nas regiões tradicionais do Sul do País. Nesse contexto, tecnologias biológicas passaram a ganhar espaço como alternativa para sustentar produtividade e reduzir perdas ao longo do ciclo da cultura.
Paraná e Rio Grande do Sul concentram cerca de 85% da produção nacional de trigo, segundo dados do IBGE, apoiados historicamente por clima favorável e solos férteis. Nos últimos anos, porém, essas mesmas áreas passaram a enfrentar desafios recorrentes, como maior incidência de patógenos, resistência de plantas daninhas e necessidade de manejo nutricional mais preciso. Diante desse cenário, produtores começaram a incorporar bioinsumos à rotina das lavouras.
“Desde 2016 a Superbac está presente conduzindo estudos, posicionamentos técnicos e suporte direto ao triticultor. Atuamos nesse segmento com produtos voltados à melhoria das condições de solo e ao controle biológico de nematoides e patógenos”, ressalta Victor Augusto Zanellato de Souza, engenheiro agrônomo da área de Desenvolvimento de Negócios da Superbac.
Desde 2016, a Superbac conduz estudos e ensaios em áreas comerciais do Sul, com foco em fertilizantes biotecnológicos e biodefensivos. Os resultados apontam melhoria no desenvolvimento radicular, maior atividade biológica do solo, melhor aproveitamento de nutrientes e redução da pressão de doenças em fases críticas da cultura. Dados internos da empresa, baseados em 79 ensaios, indicam incremento médio de 1,5 saca por hectare, além de impactos positivos na qualidade dos grãos.
O avanço do uso de biodefensivos, mercado que cresce cerca de 15% ao ano no Brasil, reforça a tendência de sistemas mais eficientes e sustentáveis. Para o trigo do Sul, a biotecnologia surge como ferramenta estratégica para aumentar a estabilidade produtiva e fortalecer a competitividade da cultura frente a condições cada vez mais adversas.