Brasil é o epicentro da inovação do agro, diz especialista
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Imagem: Pixabay
TECNOLOGIA

Brasil é o epicentro da inovação do agro, diz especialista

Tecnologia será a maneira de impulsionar produção
Por: -Leonardo Gottems

De acordo com Francisco Jardim, general partner da SP Ventures, o Brasil é o epicentro da inivação agrícola global, já que o agronegócio representa 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Ele participou um painel da Oiweek, da 100 Open Startups, que mostrou as ações de startups e grandes corporações dentro do setor do agronegócio, bem como as novas tendências no segmento. 

De acordo com o especialista, o crescimento populacional dos próximos 30 anos vai impactar profundamente o consumo de alimentos per capta, e será necessário produzir cerca de 60% mais comida do que é produzido hoje. “Isso envolve tecnologia, o surgimento de uma indústria financeira focada em tecnologia, que são as agfintechs, agricultura sustentável e negócios com pegada de carbono limpo”, afirma. 

“Se incluirmos serviços financeiros para o setor do agro, essa participação sobe para cerca de 30% ou 40%”, diz comentando que o Brasil é líder em exportação e top três nas principais commodities agrícolas. “Chegamos nesse ponto com inovação, tecnologia, ciência e empreendedorismo. Nosso agro saiu de ser importador de alimentos para ser um grande exportador em 40 anos”, completa. 

Para Paulo Arruda, professor da Unicamp, que também participou do evento, esse será o grande desafio do mundo no futuro próximo. “Como vamos produzir isso e eliminar uma série de fatores que deterioram o meio ambiente?”, questiona o acadêmico. “Teremos que produzir em 50 anos o que produzimos nos últimos 10 mil anos. Como fazer isso em um cenário de mudanças climáticas que já vem causando quebra nas safras?”, indaga. 

Ele exemplifica com a quebra na safra do milho no Mato Grosso, que gerou R$ 11 bilhões em perdas. “Será preciso usar menos água, menos energia e menos pesticida. Teremos que aumentar a produtividade em 20% com menos 20% de água, 30% menos fertilizantes e 50% menos defensivos químicos. Há, portanto, oportunidades em genética, manejo sustentável e Internet das Coisas”, conclui. 


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