Brasil lidera produção mundial de carne bovina em 2025
Goiás alcança recorde nas exportações de carne
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De acordo com a edição de janeiro do informativo mensal Agro em Dados, elaborado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), o mercado da carne bovina em 2025 foi impactado pela dinâmica geopolítica internacional, com destaque para a taxação de produtos brasileiros pelo governo norte-americano. Ainda assim, o setor registrou desempenho expressivo, com marcas históricas nos abates e nas exportações da proteína. Segundo o informativo, esse resultado foi sustentado pelo elevado abate de fêmeas e pela demanda externa aquecida, além da valorização do preço do bezerro e da manutenção de preços firmes da carne bovina no mercado doméstico.
Nesse cenário, em dezembro de 2025, o Brasil consolidou-se como o maior produtor mundial de carne bovina, conforme dados do USDA. O levantamento ressalta que o país já ocupava a liderança nas exportações da proteína e que, diante da crise enfrentada pela atividade nos Estados Unidos, antigo líder em produção, o Brasil superou a nação norte-americana, reforçando sua posição no comércio internacional. Para a Seapa, o movimento evidencia a capacidade do país em responder às mudanças do mercado global.
Em Goiás, os dados de abates também indicam avanço. No primeiro semestre de 2025, foram abatidos 2,0 milhões de animais, aumento de 1,3% em relação ao mesmo período de 2024, com produção de 527,6 mil toneladas de carcaça. A Gerência de Inteligência de Mercado Agropecuário da Seapa afirma que “esse desempenho sinaliza uma tendência de recorde para 2025”, considerando que, no terceiro trimestre, os abates alcançaram 1,1 milhão de cabeças e 306,8 mil toneladas de carcaça, os maiores volumes da série histórica para o período.
No mercado externo, o panorama também foi positivo. Entre janeiro e novembro de 2025, Goiás atingiu recorde em valor e volume exportado de carne bovina, além de ampliar o número de destinos, posicionando-se como o terceiro maior exportador do país. No período, foram embarcadas 384,6 mil toneladas para 96 países, resultando em uma balança comercial positiva de US$ 1,9 bilhão, o maior saldo já registrado pelo estado.