Bushel de milho operou estável durante a semana

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Bushel de milho operou estável durante a semana

Já em São Paulo, a tendência do mercado pouco se alterou em relação a semana passada
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Em Chicago, o bushel de milho operou estável durante esta semana, fechando a quinta-feira (15) em US$ 3,86, contra US$ 3,85 uma semana antes.

As boas exportações do cereal por parte dos EUA, as quais atingiram a 1,38 milhão de toneladas na semana passada, ajudaram a segurar as cotações, apesar do recuo ocorrido na soja. Além disso, o quadro climático na Argentina preocupa o setor, já que informações privadas dão conta de uma quebra no milho bem maior do que o até agora anunciado oficialmente. Até o final desta semana cerca de 10% da área semeada no vizinho país havia sido colhida.

Neste contexto, a tonelada FOB do cereal voltou a subir, fechando a semana em US$ 191,00, enquanto no Paraguai a mesma já bate em US$ 192,50.

Aqui no Brasil, os preços voltaram a subir um pouco mais. O balcão gaúcho fechou a semana na média de R$ 29,97/saco. No ano passado, nesta mesma época, o mesmo estava valendo R$ 23,99/saco. Portanto, há um ganho de quase R$ 6,00/saco em um ano, ou seja, quase 25%. Quanto aos lotes, os mesmos atingiram a R$ 41,00/saco na região de Erechim (norte do Estadodo Rio Grande do Sul). Nas demais praças nacionais, os lotes variaram entre R$ 22,00/saco em Sorriso e Campo Novo do Parecis (MT) e R$ 42,00/saco em Itahandu (MG), passando por R$ 41,50 em Videira (SC). Um ano antes estas regiões praticavam os seguintes valores: R$ 27,50 em Erechim; R$ 21,50 a R$ 22,00 no Nortão do Mato Grosso; R$ 34,50 em Itahandu (MG); e R$ 28,50/saco em Videira (SC). Nota-se, portanto, que o forte do aumento no preço do milho se encontra nos Estados importadores, caso do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os quais, inclusive, não possuem safrinha. Afinal, a forte redução na área semeada, associada a quebras localizadas na safra de verão atual, estão pressionando tais mercados. 

Já em São Paulo, a tendência do mercado pouco se alterou em relação a semana passada. O mercado local continua com preços elevados pela retração nas vendas por parte dos produtores, com a Sorocabana registrando R$ 38,00, enquanto o referencial Campinas se manteve entre R$ 42,00 e R$ 42,50/saco no CIF.

Diante de tal quadro algumas indústrias acenam com a possibilidade de importação do cereal, embora os valores nos vizinhos países do Mercosul igualmente tenham subido muito nos últimos dias, além da confirmação de quebras de safra.

Se não fosse o grande estoque de passagem oriundo do ano passado, os preços do milho estariam ainda mais elevados no atual contexto. Por sua vez, os leilões do governo pouco tem ajudado, se caracterizando apenas como ações de remoção de milho para venda à pequenos consumidores regionais (cf. Safras & Mercado).

Na prática, estoques de milho existem no centro do país. A questão é quando o produtor irá vendê-los já que sua estratégia de segurar o produto vem dando resultados. Neste contexto, o desenvolvimento da safrinha é que ditará o futuro do preço do milho no país.

Dito isso, a colheita do milho de verão, até o dia 09/03, no Centro-Sul brasileiro atingia a 45% da área total, contra 44% no ano anterior. O Rio Grande do Sul havia colhido 78%, São Paulo 64%, Mato Grosso do Sul 55%, Santa Catarina 51%; Paraná 31%, Goiás/DF e Mato Grosso 28%, e Minas Gerais 12%. Minas Gerais, Goiás/DF e o Paraná apresentam considerável atraso na mesma até a data indicada (Safras & Mercado).

Quanto ao plantio da atual segunda safra (safrinha), o mesmo atingia, até o dia 09/03, a 83% no Centro-Sul brasileiro, contra 87% um ano antes. Mato Grosso estava com 93%, Goiás com 82% e o Paraná com 76% da área semeada.
 

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