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Café robusta terá contrato futuro negociado na BM&F


O mercado de café já se prepara para o novo contrato do grão tipo robusta, que passará a ser comercializado, a partir de janeiro de 2003, na Bolsa de Mercados & Futuros (BM&F). A Gonzalez Corretora de Café e a Futura Corretora anteciparam-se promovendo hoje um seminário sobre o tema, em Vitória, com exportadores de café e representantes da Cooperativa Agrária dos Cafeicultores de São Gabriel da Palha Ltda. (Cooabriel).

O Espírito Santo é o maior produtor do café robusta. Apenas o café arábica participa dos negócios da BM&F. Diferentemente dessa realidade, a cotação do café robusta tem seu preço referenciado na Bolsa de Londres, onde outros países, ao lado do Brasil, como Vietnã e Indonésia, têm suas sacas comercializadas. A produção brasileira deve atingir 44,6 milhões de sacas nesta safra, a 2002/03, volume considerado recorde.

Vantagens

Com o lançamento do contrato do robusta em território brasileiro, Luiz Gorresen, sócio da Gonzalez Corretora, apontou vantagens para os vários integrantes da cadeia de comercialização do café. "Londres continuará como pólo internacional de referência, mas, com o contrato futuro brasileiro, será criado um mecanismo de proteção em relação a preços, além de ser possível planejar melhor a safra e obter um giro maior do que as operações realizadas hoje", diz. Outra facilidade frente à bolsa inglesa é o fuso horário. A bolsa de inglesa abre, às 4 horas da manhã, enquanto no Brasil os negócios poderão transcorrer mais próximo da realidade local.

"É mais uma opção de negócio para o produtor", diz Antônio Joaquim de Souza Neto. Mesmo assim, o dirigente da cooperativa, que congrega 2.300 produtores rurais capixabas, recomenda que o produtor não arrisque toda sua produção nesse tipo de contrato. O tipo de robusta que será comercializado na BM&F é o produto exportação, classificado como tipo 6 peneira 13 acima, utilizado pelas torrefadoras na mistura com o café arábica. Por ser mais barato que o arábica, o conilon entra no blend como redutor de custo.

Do total de 44,690 milhões de sacas de café previstas para a safra deste ano, a Conab em sua segunda estimativa calcula que a variedade arábica participa com a grande maioria: 34,935 milhões. O robusta por sua vez, participa com os outros 9,755 milhões.

O Espírito Santo é, depois de Minas Gerais, o segundo maior produtor de café do País e o primeiro da variedade robusta. Pela previsão do governo, o estado capixaba participa com 8,950 milhões de sacas no bolo nacional. O volume de robusta do estado, cuja colheita encerrou em julho último, foi de 6,490 milhões de sacas, contra 2,5 milhões de arábica. Pela primeira vez, ontem, os produtores capixabas participaram do terceiro leilão de opções de venda para o café.

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