Cafeína é parte quase insignificante do café, aponta estudo?
Embrapa Café, destaca capacidade antioxidante da bebida
Estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro aponta que a cafeína representa apenas de 1% a 2,5 % da composição dos grãos. O Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café, destaca que há muitos outros aspectos positivos relacionados à capacidade antioxidante da bebida.
Minerais, vitamina B3, polissacarídeos, gorduras, aminoácidos e antioxidantes, como os ácidos clorogênicos, são substâncias naturais presentes em muito maior quantidade. Os antioxidantes são considerados aliados da saúde e da qualidade de vida por neutralizarem a ação dos radicais livres no organismo, prevenindo uma série de doenças.
“A atividade antioxidante dos ácidos clorogênicos já está consolidada e sabemos agora que é semelhante à ação antioxidante da vitamina C. Em estudo recente, observamos que, embora esses compostos sejam degradados durante a torrefação, parte deles é incorporada às melanoidinas formadas durante o processo e que, por essa razão, essas substâncias também possuem atividade antioxidante”, afirma a professora e pesquisadora Adriana Farah, do Núcleo de Pesquisa em Café.
O estudo mostrou que o teor de ácidos clorogênicos na bebida (consequentemente, sua capacidade antioxidante), depende de uma série de fatores, tais como genética, processamento pós-colheita, método e grau de torrefação, tamanho das partículas do café moído e do método de preparo da bebida.